Venda de veículos em julho cai ainda mais no Brasil

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Embora o Brasil possua poucas fábricas de automóvel em seu território, elas são importantíssimas para nossa economia. Isso ocorre pois para produzir um carro, elas adquirem materiais de uma enormidade de industrias e fábricas brasileiras, sendo assim, quando o brasileiro para de comprar carros, não é somente as montadoras que sentem o baque.

Tendo isso claro, é com preocupação que o mercado recebeu a notícia de que mesmo após um primeiro semestre fraco nas vendas, o setor entrou no terceiro trimestre (julho, agosto e setembro) com um novo baque no faturamento. Para terem uma ideia, as vendas de veículos em julho, seja automóveis, comerciais leves e motos caíram 2,5%. Foi o pior resultado para o setor desde a crise de 2009, chamada pelo presidente de “marolinha”.

Quer entender também como o setor automotivo é o termômetro da nossa economia? Com a crise, as pessoas passam a gastar menos, o que prejudica o comércio e o setor de serviços, e principalmente a indústria, que passa a não produzir se não tem ninguém para comprar. Além das demissões, a retração na economia faz as empresas economizarem em logística, e a compra de caminhões para frotas cai. Somente em junho, para terem uma ideia, houve uma queda de 5,4% na venda de caminhões, e em julho uma queda de 5,7%. A necessidade de economizar é tanta, que empresas estão voltando a despachar seus produtos usando as ferrovias.

Contextualizando, em junho de 2011 foram vendidos mais de 450 mil veículos em 30 dias. Em junho de 2015, foram vendidos pouco mais de 310 mil veículos, uma queda de cerca de 30% no volume de vendas.

Resumindo: A situação era ruim para a indústria, e agora parece que a coisa vai ser ainda pior. Vendas baixas, restrição no volume de crédito disponível, aumento do dólar e desemprego crescente indicam um futuro sombrio para nossa economia, e é assim que você deve se sentir ao ler isso:

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O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

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