Valor prova que governo sabia da ilegalidade das pedaladas

0
243

Estamos chocados com a reportagem publicada hoje pelo Valor Economico chamada “O aviso foi dado: pedalar faz mal“. Quem trabalha no mercado sabe há muito tempo que nossa economia é comandada com base na ideologia política e em um projeto político, não visando a integridade econômica da nação e muito menos um crescimento sustentável das nossas finanças. Segundo o trabalho impecável da jornalista Leandra Peres, do Valor em Brasília, fica claro como água que o alto escalão do governo tinha total consciência do crime praticado com as pedaladas. Caso você ainda não saiba em detalhes o que são as pedalas, recomendamos a leitura deste texto aqui.

As linhas brilhantes da jornalistas relatam o dia a dia dentro do Ministério da Fazenda, mostrando como os técnicos da área produziram um documento dois anos e meio atrás deixando exatamente claro o pesadelo que estava por vir: as pedaladas fiscais teriam como consequência o déficit primário (leia mais aqui), o rebaixamento do grau de investimento do Brasil (leia mais aqui) e a quebradeira da nossa economia (leia mais aqui). Em dois anos e meio TODAS as previsões dos analistas técnicos da Fazenda se confirmaram de forma 100% integral.

Nas diversas vezes em que os analistas tentaram apresentar suas previsões, foram recebidos pelos manda-chuvas com desdém e desprezo. Em uma das reuniões os funcionários deixaram claro que tinham medo de escrever outras coisas além da verdade nos relatórios, e o secretário do tesouro, Arno Augustin, homem de confiança da presidente Dilma dentro da Fazenda, respondeu o seguinte, conforme relatado pela jornalista:

Cada um deveria escrever exatamente o que considerava correto e necessário. Se ele discordasse, faria um despacho contrário, decidindo como achasse adequado.

Ou seja, o contribuinte brasileiro paga milhões anualmente para a contratação de especialistas no assunto, para que os mesmos sejam solenemente ignorados pelo braço-direito da presidente, que faria como ele bem entendesse.

A reportagem ainda deixa claro que as pedaladas intensificaram no ano de 2014, com o intuito de garantir que a economia estivesse “maquiada” para as eleições presidenciais do ano passado. Com os gastos elevados e as receitas minguando, o Ministério da Fazenda sabia que não havia dinheiro em caixa para pagar tudo o que estava sendo “comprado”. A solução? O governo passou a selecionar o que deveria ou não ser pago. Advinham quem levava os calotes? Bancos públicos e privados.

Vitimas de calote, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil recorreram à justiça para que recebessem aquilo que o governo deveria pagar. Sabem o que foi feito? Nada. O secretário Arno deu ordem para que as cobranças vindas dos bancos públicos fossem solenemente ignoradas. O único sentimento que fica é o de revolta ao ler a forma grosseira (para usar termos que não nos trarão problemas legais) com que nossa economia foi e ainda é conduzida. O absurdo da situação é tanto que um grupo da Caixa Econômica ameaçou renunciar em massa em protesto, mas acabaram sendo silenciados.

Resumindo: O único sentimento que você pode ter ao ler a reportagem do valor é de indignação, além da vontade de quebrar tudo. Absurdo, absurdo, absurdo!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here