Senadora quer aumento da CSLL e mais taxas para empresas

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E o Brasil acordou hoje com a notícia de que a senadora Gleisi Hoffmann, pelo PT do Paraná, apresentou uma medida provisória propondo um aumento da CSLL de 15% para 22,5% para pelos bancos e empresas brasileiras do setor financeiro. Para quem não sabe, a CSLL é a Contribuição Social sobre Lucro Líquido. Além disso, ela pretende reduzir benefícios fiscais das maiores empresas do Brasil.

Elogiada por boa parte da imprensa e pelos chamados economistas sociais, a Medida Provisória dará ao governo cerca de R$ 4 bilhões de reais anualmente, isso se ela for aprovada pelo congresso. Embora pareça ser uma coisa boa, pelo menos no papel, o aumento da CSLL teria efeitos colaterais terríveis na já combalida economia brasileira.

Olhando primeiramente do ponto de vista dos bancos, esses 5% a menos de lucratividade serão repassados de alguma forma para os clientes. Isso será feito através da elevação das taxas bancárias e demais custos operacionais, o que vai tornar ainda mais caro movimentar dinheiro dentro do Brasil. Outro ponto é que a redução do lucro torna nosso país ainda menos atrativo ao investidor estrangeiro, que mandará seu dinheiro para outro país com menor intervenção do estado. Com menor capital dentro do nosso país, o dólar sobe e o lastro financeiro dessas instituições diminui, o que retarda o investimento.

Impactos do Aumento da CSLL e de tributação

Do ponto de vista das empresas, a senadora Gleisi Hoffmann planeja acabar com a dedução do Imposto de Renda das Empresas os custos com juros sobre capital. Essa mudança traria cerca de R$ 4 bilhões a mais em receita ao governo. Também parece bom, mas somente se não levarem em conta o impacto que isso terá na cadeia produtiva. Com as industrias desacelerando cada vez mais, as empresas não estão vendendo e precisam cortar custos de alguma forma para não fechar as portas. Isso é feito de diversas maneiras, mas as primeiras são:

1) Corte humano: programas de demissão voluntária ou compulsiva, o que aumentariam o desemprego já crescente, e que afetou mais de 100 mil brasileiros só em junho.

2) Corte de despesas: vendendo menos, as empresas compram menos matéria prima e não fazem investimentos, o que afeta toda cadeia produtiva em efeito cascata.

Não é preciso ser um gênio para saber que os dois cenários afetam diretamente o bolso do próprio governo, que no primeiro cenário terá um maior desembolso de dinheiro ao pagar benefícios como FGTS e Seguro Desemprego, e no segundo caso terá menor arredacação de impostos, afinal as empresas não estão vendendo.

Os cálculos de aumento da arrecadação são sempre feitos com os números de hoje, antes de sua implantação, e não levam em conta o que vai acontecer depois que eles entrarem em vigor.

Essa tentativa popular de interferência na economia por parte da senadora Gleisi Hoffmann demonstra que nossos políticos são ou ignorantes na economia, ou simplesmente não ligam para consequências.

Resumindo: Mais uma vez nosso governo mete os pés pelas mãos e ao invés de cortar as despesas, tenta aumentar as receitas sem levar em conta o que vai acontecer, e periga quebrar ainda mais nossa economia, e é assim que você deve se sentir ao ler isso:

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O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

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