Recuperação Judicial cresce 165% em 2016. O que é isso?

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Crise arrasa empresas e aumenta pedidos de recuperação judicial
Crise arrasa empresas e aumenta pedidos de recuperação judicial

A principal notícia do dia é o aumento dos pedidos de recuperação judicial feitos pelas industrias do setor automobilístico. Até então sinônimo do “milagre econômico” do governo Lula, as montadoras e todas as empresas que orbitam ao seu redor estão em desespero. Essas empresas estão abaixando suas portas por uma série de motivos. Falta de crédito? Sim. Falta de consumo? Sim. Falta de segurança econômica? Sim. Tudo passa pelo caos econômico e administrativo que reina no Brasil, fruto de um governo que quebrou nossas finanças.

Graças à quebradeira que varre o Brasil, o índice de desemprego nunca esteve tão alto e pode chegar facilmente a 18% até o final do ano. Quando uma empresa fecha as portas, aumenta o número de desocupados no país. Quando aumenta o número de pessoas sem renda fixa, diminui o dinheiro em circulação na economia, o que faz com que outras empresas vendam menos e, logo, logo, também decretem falência.

Toda semana o Banco Central publica um boletim, o Boletim Focus, onde traz para o mercado as previsões econômicas atualizadas, de acordo com resultados de pesquisa das expectativas de mercado. Trata-se de um levantamento diário das previsões de bancos, gestores de recursos e demais instituições (empresas do setor real, distribuidoras, corretoras, consultorias e outras) para a economia brasileira.

No Focus de hoje o governo divulgou uma notícia “positiva”, que é a expectativa de diminuição da inflação  em 2017. O que o Focus não explica, mas que todo investidor sabe, é que a inflação cai devido à recessão. Ou seja, se ninguém tem dinheiro para comprar, se o preço continuar subindo vai haver encalhe. Sendo assim, as empresas e comércios acabam baixando o valor para que haja consumo, mesmo que isso seja feito com margens de lucro baixas ou quase inexistentes. Há a venda, mas não há incremento econômico. Isso faz com que as empresas funcionem de forma mínima, sem contratar ou dar aumento na remuneração.

Uma das provas desse estrangulamento das companhias veio na semana passada, quando o SCPC divulgou que, por causa da crise, os pedidos de falência das empresas cresceram 31,6% apenas no primeiro trimestre (de janeiro a março) de 2016. O que mais assusta é que 88% desses pedidos de falência foi feito pelas pequenas empresas. As médias foram responsáveis por 9% e as grandes, por 3%. O governo não é o único culpado pela falência dos empreendedores. Parte da culpa é também do próprio mercado, que incentiva o sujeito a seguir o sonho dele e empreender sem estar preparado. Você já deve ter ouvido falar daquelas palestras motivacionais. Então, uma parte do problema está ai.

Enfim, vamos ao assunto deste texto. Quem não abaixa as portas por estar com furo nos bolsos, acaba recorrendo à justiça para a chamada recuperação judicial, que só nos primeiros três meses de 2016 subiram 165,7% em comparação com o primeiro trimestre de 2015.

O que é recuperação judicial?

A recuperação judicial é a antiga concordata, que é quando a empresa perde a capacidade de pagar suas dívidas e entra com uma medida para evitar sua falência. Durante o período de recuperação judicial, que deve ser aprovado por um juiz e pelos credores, que são na maioria das vezes antigos fornecedores, a empresa ganha uma proteção judicial e uma permissão para, durante aquele período, não pagar suas dívidas antigas. O objetivo é que, durante o periodo de concordata, quando não há pagamento do que ficou para trás, a empresa consiga ter dinheiro para funcionar normalmente e entrar nos eixos. Estando novamente nos trilhos, a empresa começa a pagar de forma parcelada sua dívida com a união e com os credores.

Portanto, amigo, se você é empresário e quer manter seus compromissos, seus empregados e sua produção, a recuperação judicial pode ser uma alternativa para você. Aqui no Direito Com tem um texto mais detalhado sobre o assunto.

Se você está pensando em entrar com o processo de recuperação judicial, com medo de perder seu negócio, e ouve falar na gastança irresponsável do poder público que te enfiou nessa situação, é assim que você deve se sentir:

 

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