Raiva do PT e Lula são desespero de bicho encurralado

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Raiva e incitação a violência são única arma restante a um grupo que já não tem outra alternativa para escapar da cadeia
Raiva e incitação a violência são única arma restante a um grupo que já não tem outra alternativa para escapar da cadeia

Luis Inácio Lula da Silva viveu quatro momentos como homem público. Como líder sindical foi um hábil portador de megafones, conclamando massas para greves e paralisações. O objetivo era viabilizar uma plataforma política para os trabalhadores. Isso aconteceu, e trouxe junto o segundo momento, o do cão raivoso contra as elites, o companheiro barbudo e de vermelho, que prometia derrubar a tudo e a todos em nome de uma revolução para o povo. Uma década e meia depois, graças ao baiano João Santana, chegou o terceiro momento: o Lulinha paz e amor, gentil, pobre-analfabeto-trabalhador-que-chegou-lá e a favor de uma “humanização” do capitalismo liberal do Brasil que, convenhamos, nunca existiu. Foi o Lulinha paz e amor que ganhou os brasileiros e a presidência quatro vezes.

Foi graças ao Lulinha paz e a amor que o PT vendeu ao Brasil o que o brasileiro quer em qualquer negócio: o melhor de todos os mundos. Todas as “vantagens” do almoço grátis do socialismo, sem a desvantagem ditatorial e fiscal, somado às vantagens do capitalismo, que são a modernidade, o conforto e, bem, o dinheiro. Mas assim como Sérgio Moro, a vida e as leis da economia são implacáveis, e a conta chegou. Com ela veio os escândalos de corrupção bilionários, a crise tsunamica e o desespero de milhões de pais de família desempregados.

Com isso chegamos à quarta fase do Lula, que na verdade é um retorno à segunda fase: o animal raivoso, que ataca a tudo e a todos sem perceber as consequências. O Partido dos Trabalhadores acompanhou a Lula em todas essas etapas. Do partido operario à esquerda caviar, de SUV blindada com adesivo da revolução, o PT vai onde Lula for. Isso acontece pois os dois são um, são dois CNPJs da mesma pessoa jurídica: o atraso.

Essa raiva, essa metamorfose da Jararaca sem dentes tem um motivo. Ao PT não restou outra alternativa senão a violência e a incitação ao medo. Não existem candidatos dentro do partido que possam substituir Lula. Uns não tem força, outros não tem (ou não terão) a ficha limpa. Aliança com outro partido de esquerda? Em nenhuma hipótese. A esquerda sabe o que a esquerda faz, e o PT conhece mais do que ninguém o tamanho do favo dentro da Coméia chamada Brasília. Como já disse Fernando Henrique Cardoso à ocasião do mensalão, “quem nunca comeu meu, quando come se lambuza”. O PT sabe que outro partido não largará o osso, assim como o PT não quis.

O PT possui hoje os seguintes cargos de destaque:

Governo estadual:

  1. Tião Viana – Acre
  2. Rui Costa – Bahia
  3. Fernando Pimentel – Minas Gerais
  4. Wellington Dias – Piauí

Tião Viana é acusado de receber milhões de propina da planilha “italiano”, do ex-ministo Antonio Palocci. Além disso, chefia um estado com pouco volume habitacional para fazer diferença em um confronto com os votos do sudeste, centro-oeste e sul. É a mesma situação de Wellington Dias, que deve tentar a reeleição, assim como Rui Costa, na Bahia. Fernando Pimentel, de Minas Gerais, terá dificuldades de se reeleger em Minas, já que o estado está assolado pela crise, e o governador por escândalos de corrupção. Pimentel, aliás, só não foi afastado do cargo por uma manobra jurídica e política muito interessante, do mesmo quilate que a interpretação constitucional que cassou Dilma, mas não sua elegibilidade, em flagrante violação ao texto constitucional.

Senado:

  1. Fátima Bezerra – Rio Grande do Norte
  2. Gleisi Hoffmann – Paraná
  3. Humberto Costa – Pernambuco
  4. Jorge Viana – Acre
  5. José Pimentel – Ceará
  6. Lindbergh Farias – Rio de Janeiro
  7. Paulo Paim – Rio Grande do Sul
  8. Paulo Rocha – Pará
  9. Regina Sousa – Piauí

O único nome dessa lista que teria alguma chance, pelo nome e pelo eleitorado, seria Gleisi Hoffmann. Gleisi é carta fora do baralho. Além de estar queimada com a opinião pública, assim como Lindbergh, pela formação da chamada “bancada da chupeta”, por terem se comportado como bebes chorosos durante o processo do impeachment, Gleisi ainda está sendo investigada por corrupção junto de seu marido, um ex-ministro. Eles são acusados de lavagem de dinheiro e de desvio de dinheiro de aposentadorias e pensões.

Restam os políticos sem cargo. Das estrelas na constelação petista destacam-se quatro nomes:

  1. Eduardo Suplicy – São Paulo
  2. Fernando Haddad – São Paulo
  3. Alexandre Padilha – São Paulo
  4. Jacques Wagner – Bahia

Suplicy é vereador em São Paulo e tem nome, mas não tem tanto voto assim, como podemos ver na eleição de 2014, quando ficou de fora do Senado, local que o empregou por décadas sem fim. Não pesam contra ele nenhuma denúncia, mas também não lhe agradam nenhuma realização além de cantar rap no Senado e defender criminosos. Fernando Haddad, a jóia de sucessão do PT, responsável por derrotar José Serra em 2012 na corrida pela prefeitura de São Paulo, foi derrotado em sua reeleição por João Dória. Foi a única vez que um candidato em SP ganhou no primeiro turno. Humilhante. Alexandre Padilha, o ex-ministro da Saúde de Dilma, cujo maior sucesso político foi importar médicos cubanos sujeitos a um regime de trabalho próximo à escravidão, amelhou meros 18% dos votos ao governo de São Paulo. Perdeu o vice-lugar para Paulo Skaf.

Sobra Jacques Wagner. Veja que é o único nome que o PT permite sequer circular na imprensa. Baiano e político de carreira, foi responsável por encerrar o reinado do PFL na Bahia. Reeleito em 2010, largou o executivo em 2014 e partiu para o ministério da Dilma. Sua última caneta foi da Casa Civil, de onde saiu em 2016, quando se demitiu para emprestar o cargo (e o foro privilegiado) ao Lula. Não funcionou. Sem mandato, ocupa atualmente a secretaria de desenvolvimento econômico da Bahia. Wagner é o famoso nome que circula para passar a impressão que o PT sobrevive sem Lula. Ele não é pré-candidato e nunca será.

Como podemos ver acima, não há candidato no PT a não ser o Lula. Fernando Haddad e Dilma Rousseff foram os únicos nomes “novos” que o PT conseguiu inventar nos últimos 10 anos, e ambos não sobreviveram ao teste das urnas e das ruas sem o enorme guarda-chuvas chamado Lula. Um foi defenestrado por Dória, outra pelas ruas e pelo Congresso.

Gilmar Mendes já disse que condenação em segunda instância é garantia de inelegibilidade. O STJ, caminho de recurso à condenação na segunda instância (feita no TRF-4), só absolve o,62% dos casos. Resta ao Lula e ao PT, portanto, a incitação ao ódio e violência como única arma pela sobrevivência, latir. Latir muito, latir alto, latir para todos. Tentam intimidar políticos, eleitores, imprensa, judiciário e mercado financeiro. Quem sabe a hipótese do Brasil derreter em guerra civil faça os juízes ignorarem a lei e os procedimentos legais para salvar suas peles.

Só há um problema. Antes cão alfa da matilha, hoje o PT é aquele velho vira-lata que cresceu na corrente, raivoso, mas que já não tem dentes, e sequer percebeu que lhe cortaram a corrente e arrancaram os muros daquilo que um dia foi seu território. De cão bravo da rua, o PT virou o cachorro velho e louco do bairro, que late e baba à espera do tempo chegar. E ele vai chegar.

Aliás, ele já chegou.

Carmem Lúcia, mais letal ao petismo que alho a vampiros, colocou a focinheira na boca sem dentes dos condenados: “é possível discordar da Justiça, mas é inadmissível desacatá-la“.

Portanto, coragem e fé. Os cães vão ladrar, mas o Brasil e sua caravana irão de passar.

E é assim que você deve reagir sempre que vierem latir golpe e fogo nas ruas para você:

mm

O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

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