Previsão dos indicadores da economia do Brasil em 2016

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Economia do Brasil em 2016: Vai afundar ainda mais

Podemos chamar esta seção de Previsões da Mãe Econoleigo. Baseado em nosso conhecimento sobre economia e a conjuntura financeira mundial, e também em algumas fontes que temos dentro do mercado propriamente dito, vamos traçar algumas diretrizes sobre o que podemos esperar deste ano que acabou de começar. Este é um daqueles textos que vocês podem favoritar e depois cobrar quando estourarem os fogos de Copacabana em dezembro. Vale lembrar que é de se esperar uma situação pior do que a que especularemos, mas é improvável. Cenário melhor? Quase zero de possibilidade.

Previsão do dólar em 2016:

A moeda americana é um indicador importante em qualquer economia global, conforme já explicado aqui, mas ela é ainda mais relevante para os países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Nos primeiros dias de 2016 o dólar chegou à barreira de R$ 4, de onde ele não ira descer. Existem alguns teóricos do caos pregando dólar a R$ 5,60 no segundo semestre, mas isso não vai acontecer.

Previsão da inflação em 2016:

Algo que há muito tempo o Brasil não via, a inflação oficial final de 2015 foi de 10,71%. O governo trabalha com a previsão de 6,86%, mas isso é furado. Observando a flutuação na corrosão do poder de compra do consumidor, e fazendo uma comparação com a previsão das consultorias para o ano passado com o fechamento real de 2015, o Econoleigo calcula que a inflação em 2016 deverá ficar entre 8,2% e 8,4%. Pode ser que este índice seja um pouco maior, mas com toda certeza ele ficará abaixo de dois dígitos. Isto é um tremendo alento para o bolso do brasileiro, pois é uma redução de dois pontos em comparação ao ano passado, mas ainda assim é uma desvalorização que não será corrigida no reajuste do salário mínimo e dos dissídios.

Previsão do desemprego em 2016:

Com a crise generalizada que assolou o Brasil nos últimos 18 meses, os setores de infraestrutura, construção civil, transformação e de serviços sentiu o baque da retração de nossa economia. Segundo o governo, o índice oficial de desemprego em 2015 foi de 8,4%. O aumento de 1,5% se deu, segundo o IBGE, pois houve “aumento no número de pessoas procurando emprego”. O governo quer dizer que na verdade existem mais pessoas no mercado de trabalho, mas a realidade é diferente. Este aumento se deu ao grande número de demissões em todo Brasil. Todos os especialistas prevêem taxa de desemprego em 2016 superior a 10%, sem entretanto traçar um número preciso. Seguindo a progressão no aumento da desocupação entre 2012 e 2015, podemos deduzir um número próximo a 10,2%.

Previsão do PIB em 2016:

A economia do Brasil encolheu no ano passado, e o PIB de 2015 foi de -3,5%, segundo o Banco Central. Não precisa ser um gênio para, olhando todos os indicadores acima, deduzir que este número em 2016 será pior ainda. O ano nem começou e o mercado já diz que o PIB em 2016 será de -2,9%. O Econoleigo vai além e prevê um encolhimento maior, com PIB em 2016 de -3,8%.

Resumindo: A gestão da economia brasileira por parte do nosso governo deixa claro que sim, o que era ruim pode ficar muito pior, e é assim que você deve reagir ao ler estas previsões:

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