Por que a esquerda odeia João Dória e seu jeito de administrar São Paulo

2
32
Entenda porque a esquerda odeia João Dória e sua forma de administrar São Paulo.
Entenda porque a esquerda odeia João Dória e sua forma de administrar São Paulo.

Jovem e milionário, João Dória ganhou o Brasil primeiro como apresentador de O Aprendiz. Depois, ao ser o primeiro prefeito eleito em São Paulo no primeiro turno. Sem nunca ter ocupado um cargo público, João Dória foi eleito pelo paulistano com basicamente uma única proposta: administrar São Paulo da mesma forma que se administra uma empresa: sem desperdício, sem politicagens e sendo eficiente. A população está adorando, mas a esquerda odeia João Dória por isso. Mas por que? Vamos discutir isso aqui no Econoleigo.

São Paulo passou por altos e baixos. Foi destruída por Celso Pitta e por Marta Suplicy. Depois, José Serra recuperou as finanças da cidade e a entregou ao vice Gilberto Kassab. Graças ao excelente trabalho de Serra e Kassab entre 2006 e 2008, o vice foi reeleito. Neste segundo mandato, entretanto, Kassab parou de administrar e passou a fazer política. Foi sucedido por Fernando Haddad, criador das odiadas ciclovias e por destruir São Paulo, tanto financeiramente, como do ponto de vista urbanístico. No dia 31 de dezembro de 2016, a cidade estava abandonada. No dia 01 de janeiro, a situação começou a mudar.

Não vou discutir política e nem a forma discutível com qual João Dória foi escolhido candidato no PSDB. Vamos falar de administração pública.

Empresário de sucesso, Dória dorme três horas por noite. Lê, estuda, faz exercícios e trabalha na prefeitura as outras 21. Ao assumir uma prefeitura quebrada, Dória fez o que qualquer gestor consciente faria: cortou despesas e desperdícios. Funcionários ociosos foram desligados ou terceirizados, reduzindo o inchaço da máquina pública. Além disso, fez parcerias com empresas privadas, que em troca da publicidade, assumiram serviços até então destinados à prefeitura. Os banheiros do Parque do Ibirapuera, por exemplo, estavam abandonados. Em troca da propaganda, uma construtora e uma empresa de cosméticos reformaram e vão manter o banheiro durante um ano, da limpeza ao abastecimento de papel higiênico. Quer fazer xixi na rua? Não vai mais precisar bater na porta da padaria e pedir. Três empresas doaram para a prefeitura banheiros portáteis de inox, com ar condicionado e ligados à rede do esgoto. Com isso, os moradores de rua e quem está no aperto não vai mais precisar usar a parede. Reduz a sujeira da cidade e dá mais dignidade ao cidadão.

Falando em morador de rua, João Dória fez o impensável. Deu emprego para quem precisava. Se você administra uma empresa e encontra uma mão de obra ociosa, que pode ser produtiva, o que você faz? Ignora ou coloca para trabalhar? Foi isso que Dória, em parceria com a secretária Soninha Francine, fez. Os moradores de rua que antes vagavam pela cidade como zumbis, hoje recebem para limpar o espaço público e apagar pichações. Recebem para isso salário e, muito mais importante, dignidade.

Outro ponto sensível é a questão das pichações. Tolerância zero da prefeitura. Pichou? Pinta-se por cima. Pixou grafite? Pinta-se por cima. A esquerda reclama, grita, defende uma forma de arte incompreendida. A prefeitura, por outro lado, atêm-se à lei. Pichar é contravenção, e quem o faz está sendo preso e processado. Quer grafitar? Pode fazer, desde que se respeite a lei. Grafiteiro agora vai receber tinta de graça e um cachê, desde que faça sua arte em um local pré-estabelecido.

A esquerda odeia João Dória

Enquanto a esquerda grita desesperada, o paulistano e o brasileiro aplaudem o prefeito que, vejam só, acorda de madrugada para visitar hospitais e postos de saúde. O objetivo não é tirar fotos ou pedir votos. Dória visita as unidades de saúde para ver se a população está sendo atendida, se falta material ao corpo médico. Ao identificar a enormidade de filas, João Dória criou o corujão da saúde. A ideia é simples e genial. Os hospitais privados ficam vazios durante a madrugada, mas mesmo assim são obrigados a manter funcionários a disposição. O que ele fez? Pegou todos os paulistanos que estavam esquecidos nas filas dos hospitais públicos e os transferiu para a iniciativa privada. O cidadão escolhe: fica na fila e seja atendido daqui sabe-se lá quanto tempo ao meio dia, em um postinho, ou acorda de madrugada e faz uma consulta no Albert Einstein às 3 horas da manhã. A população carente adorou a novidade, e os hospitais também, pois recebem por isso uma remuneração estabelecida entre eles e a prefeitura. Custa menos para o poder público, que paga um desconto pelo atendimento de madrugada, e é bom para o hospital, que tem lucratividade e contrata mais funcionários, reduzindo desemprego.

E isso faz a esquerda ficar desesperada. Quando a população percebe que rico não é bicho papão e que ser empresário não é crime, o poder dela diminui. Intelectuais critica Dória por se vestir bem, questionou-o se o uniforme público das escolas será Polo. Dória respondeu o óbvio: se depende-se dele, sim, pois pobre não gosta de ser pobre. Ninguém gosta de ser pobre. Os únicos que gostam da pobreza são quem a usa para se manter no poder.

Intelectuais a esquerda odeiam João Dória pelo que ele representa: uma nova forma de se fazer política, que é responsável, financeiramente segura e, principalmente, sem populismo e demagogia. O que a esquerda mais odeia? Que a população tenha vergonha do que a esquerda e a cultura do coitadismo significam. Do que a esquerda tem medo? Do que João Dória pode significar em 2018, se continuar a trabalhar como está trabalhando ao tocar uma prefeitura da forma que uma empresa deve ser tocada: para dar certo, não para dar lucro para quem está atrás da cadeira.

Resumindo: A esquerda odeia João Dória porque odeia a eficiência, a redução do gasto público, odeia que ele, por ser “coxinha”, não odeie e não tenha nojo de pobre. Odeia que ele acorde cedo para trabalhar, que se misture com gari. Que ele trabalhe. E é assim que você deve se sentir ao saber que João Dória teve 75% de aprovação em seu primeiro mês de trabalho, enquanto Fernando Haddad, do PT, o adorador de ciclovias que levam do nada a lugar nenhum, teve 31% de aprovação após 100 dias no cargo.

mm

O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

2 COMENTÁRIOS

  1. O agora Prefeito de São Paulo João Dória ocupou cargos públicos sim: Secretário Municipal de Turismo e Presidente da Paulistur, na gestão de Mário Covas como prefeito da cidade de São Paulo (1983 – 1986). Em sua gestão, criou eventos como a Praça Doce e a Rua do Choro. Também oficializou as ruas de lazer na cidade e lançou o Passaporte São Paulo, um programa para ocupar a rede hoteleira da cidade de São Paulo nos fins de semana. Na mesma época, também a pedido de Franco Montoro, teve participação ativa na organização da campanha pelas Diretas Já.[19]

    Entre 1986 e 1988, durante o governo do presidente José Sarney, tornou-se Presidente da Embratur e do Conselho Nacional de Turismo.

    • Verdade, tem razão, Márcio! Me expressei mal, quis dizer que ele nunca ocupou um cargo eleito. Obrigado pelo puxão de orelha!

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here