Políticos gastam demais e Brasil tem R$ 10 bilhões de déficit

0
106
Políticos não apertam o cinto e déficit do Brasil chega a R$ 10 bilhões

Depois de muita espera, o Banco Central divulgou o resultado das contas do governo. Como já explicamos antes, isso é a diferença entre o que o governo gasta e o que ele arrecada. Segundo as contas, houve um déficit de R$ 10 bilhões. O resultado assustou até mesmo o mercado, que é considerado pelos políticos um ser pessimista. Para vocês terem uma ideia, nós aqui do Econoleigo esperávamos um déficit de R$ 7 bilhões.

Engane-se, entretanto, que acha que a culpa é inteiramente de Brasília. Todo setor público brasileiro encontra-se, em maior ou menor medida, enfiado no déficit. Se olharmos dentro do que compõe a dívida, encontramos um déficit de cerca de R$ 6 bilhões causados pelo governo federal, R$ 800 milhões pelas estatais e R$ 3,2 bilhões dos governos estaduais e municipais.

O mercado, este ser pessimista e malvado, já dizia no ano passado que a perspectiva para 2015 era de crise severa e recessão. Lembra-se das quedas na bolsa de valores cada vez que a Dilma Rousseff subia nas pesquisas? Então, era um reflexo e puro do que a permanência do mesmo pensamento econômico faria com as contas brasileiras: o que esta ruim, iria piorar.

Ao longo do primeiro semestre de 2015, os políticos apressaram-se para negar a existência de uma crise. Era tudo um grande caso de ansiedade severa dos banqueiros e empresários, os pessimistas e negativistas, que se recusam a jogar como um time. O relatório de hoje, que ao incluir o mês de julho permite analisar não só o primeiro semestre, mas também o início do segundo, mostra que a crise existe sim, e os políticos (de todos os partidos, em todos os lugares) não estão contribuindo para melhorar a coisa toda.

Trocando em miúdos, essa relação entre governo e crise é praticamente a mesma entre um marido traído e a esposa infiel, ou o contrário, pois a incompetência ou a cegueira não é exclusiva de um só gênero ou sexo.

Ou seja.

Se “A crise de 2015” fosse um livro, ele certamente seria escrito por Nelson Rodrigues. O governo seria o personagem central, desempenhando o magistral papel de o corno (ou corna) da rua. Como sempre acontece nesses casos, ele é aparentemente o “ultimo a saber”. Mesmo com todos os sinais, com os cabelos molhados ao chegar do trabalho, o telefone que toca fora de hora e é atendido às pressas no banheiro, o corno não percebeu o recado. Os meses se passaram, e a fama cresceu. O resultado? O mercado todo já sabia que haveria déficit nas contas públicas e uma crise, mas o corno disse que não, que isso era intriga dos vizinhos fofoqueiros. Hoje, quando a situação ficou óbvia e insustentável, quando apareceu o batom na cueca, admitiu-se o óbvio: o chifre existe, e ele é grande. E é assim que você deve se sentir ao ler isso:

mm

O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here