Políticos gastam demais e Brasil tem R$ 10 bilhões de déficit

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Políticos não apertam o cinto e déficit do Brasil chega a R$ 10 bilhões

Depois de muita espera, o Banco Central divulgou o resultado das contas do governo. Como já explicamos antes, isso é a diferença entre o que o governo gasta e o que ele arrecada. Segundo as contas, houve um déficit de R$ 10 bilhões. O resultado assustou até mesmo o mercado, que é considerado pelos políticos um ser pessimista. Para vocês terem uma ideia, nós aqui do Econoleigo esperávamos um déficit de R$ 7 bilhões.

Engane-se, entretanto, que acha que a culpa é inteiramente de Brasília. Todo setor público brasileiro encontra-se, em maior ou menor medida, enfiado no déficit. Se olharmos dentro do que compõe a dívida, encontramos um déficit de cerca de R$ 6 bilhões causados pelo governo federal, R$ 800 milhões pelas estatais e R$ 3,2 bilhões dos governos estaduais e municipais.

O mercado, este ser pessimista e malvado, já dizia no ano passado que a perspectiva para 2015 era de crise severa e recessão. Lembra-se das quedas na bolsa de valores cada vez que a Dilma Rousseff subia nas pesquisas? Então, era um reflexo e puro do que a permanência do mesmo pensamento econômico faria com as contas brasileiras: o que esta ruim, iria piorar.

Ao longo do primeiro semestre de 2015, os políticos apressaram-se para negar a existência de uma crise. Era tudo um grande caso de ansiedade severa dos banqueiros e empresários, os pessimistas e negativistas, que se recusam a jogar como um time. O relatório de hoje, que ao incluir o mês de julho permite analisar não só o primeiro semestre, mas também o início do segundo, mostra que a crise existe sim, e os políticos (de todos os partidos, em todos os lugares) não estão contribuindo para melhorar a coisa toda.

Trocando em miúdos, essa relação entre governo e crise é praticamente a mesma entre um marido traído e a esposa infiel, ou o contrário, pois a incompetência ou a cegueira não é exclusiva de um só gênero ou sexo.

Ou seja.

Se “A crise de 2015” fosse um livro, ele certamente seria escrito por Nelson Rodrigues. O governo seria o personagem central, desempenhando o magistral papel de o corno (ou corna) da rua. Como sempre acontece nesses casos, ele é aparentemente o “ultimo a saber”. Mesmo com todos os sinais, com os cabelos molhados ao chegar do trabalho, o telefone que toca fora de hora e é atendido às pressas no banheiro, o corno não percebeu o recado. Os meses se passaram, e a fama cresceu. O resultado? O mercado todo já sabia que haveria déficit nas contas públicas e uma crise, mas o corno disse que não, que isso era intriga dos vizinhos fofoqueiros. Hoje, quando a situação ficou óbvia e insustentável, quando apareceu o batom na cueca, admitiu-se o óbvio: o chifre existe, e ele é grande. E é assim que você deve se sentir ao ler isso:

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