PIB de São Paulo encolhe 4,1% e retrata crise brasileira

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PIB de São Paulo encolhe junto com postos de trabalho

Popularmente conhecida como a locomotiva do Brasil, a economia de São Paulo é responsável por boa parte da saúde financeira brasileira. Embora seja o estado mais rico da nação, São Paulo não passou impune à crise que está devastando nosso país. O paulista que caminha pelas ruas já se acostumou com a expansão da empresa “Aluga-se” e de sua concorrente, a “Passo o Ponto”. Brincadeiras a parte, a situação no estado é tão séria quanto nos outros estados da federação.

PIB de São Paulo

Segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, a Saede, o PIB de São Paulo encolheu 4,1% no ano passado. Nós falamos ao longo do ano passado sobre a crise na industria (aqui, aqui e aqui) e no setor de serviços (aqui, aqui e aqui) em todo país, e foram justamente esses setores que derrubaram a economia paulista. De acordo com a Saede, o PIB da industria paulista retraiu 9% e o de serviços 2,1%. Esse é um dado preocupante para todo o país. Se a situação no estado mais industrializado do país é ruim, imagine nos outros estados.

Desemprego em São Paulo

Consequência direta da recessão severa, o desemprego assola a capital econômica brasileira com força. A taxa de desemprego nas cinco maiores metrópoles subiu para 7,6%. Se olharmos somente a população economicamente ativa, quem levou o pior baque com a crise foi Salvador, que tem 11,8% dos habitantes desempregados. Recife tem 10,5% e São Paulo 8,1%, seguidos por Belo Horizonte com 6,9%, Porto Alegre com 5,9% e Rio de Janeiro com 5,1%, com a menor taxa de desocupação do Top 5 brasileiro.

Se os números acima preocupam, então atentem para a taxa de desemprego total:

Salvador 19,1%

Distrito Federal 16,6%

São Paulo 14%

Fortaleza 10,2%

Porto Alegre 9,7%

A economia do estado mais rico e mais populoso da federação retraiu 4% em 2015, contra “apenas” 3,5% do resto do país, e 14% de sua população está desempregada. Não é preciso ser economista para perceber que a situação é complicada.

Resumindo: Se está difícil para quem tem dinheiro, imagina para os estados que não tem, e é assim que você deve se sentir ao ler isto:

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O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

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