O que são milhas matrimoniais e porque você deve usa-las imediatamente

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Inventado em 1972 pela americana United Airlines, os programas de fidelidade hoje são sucesso em todos os ramos. As milhas hoje são adotadas não só por empresas aéreas, mas também por postos de gasolina, restaurantes e até mesmo motéis. O conceito por trás das milhas é simples. A parte mais cara do processo comercial é a geração de novos clientes. Sendo assim, é mais barato você reduzir a margem de lucro, que é o que “paga” as milhas acumuladas, para manter o mesmo cliente consumindo com você. A lógica é ainda mais… lógica. Ao manter um cliente dentro da sua empresa, consumindo apenas de você, você tira de forma permanente um consumidor do alcance do seu concorrente. O mesmo processo pode ser aplicado em seu casamento. Acredite, isso funciona.

A metodologia de milhas matrimoniais me foi apresentada por um ex-chefe e amigo. Casado há muitos anos, ele me deu a dica logo que comecei a namorar com minha atual esposa. Segundo ele, aquele era o segredo para manter qualquer casamento ou relacionamento de pé, com os dois lados felizes. Fazer algo que todo mundo gosta é bom, e também não é difícil. Logo, não há mérito e nem problemas. Os atritos do casamento começam quando um membro do casal quer algo que, vejam só, o outro lado não quer. Para isso existem as milhas matrimoniais.

Cada ato, pequeno ou grande, desde que não seja algo que agrade a ambos, acumula um número imaginável de milhas. Vamos usar as atividades abaixo como exemplo:

  • Chegar em casa mais cedo e lavar a louça: 100 milhas
  • Chegar em casa mais cedo e varrer e passar pano na casa: 150 milhas
  • Acordar mais cedo no fim de semana e preparar o café da manhã: 200 milhas
  • Fazer massagem enquanto o(a) outro(a) assiste televisão: 50 milhas
  • Assistir comédia romântica ou futebol: 100 milhas
  • Lavar a roupa suja, dobrar e guardar: 150 milhas
  • Comparecer em um evento da familha dele(a) sem reclamar e sem dar barraco: 300 milhas

A lista continua infinitamente, e pode ser utilizada tanto por homens quanto por mulheres. Assim como em um programa de fidelidade empresarial, essas milhas, depois de acumuladas, podem ser gastas em uma série de recompensas. Vamos usar as atividades abaixo como exemplo:

  • Futebol no sábado com os amigos: 800 milhas
  • Ir no shopping fazer compras: 500 milhas
  • Ir naquele show extremamente chato que só ele(a) gosta: 1.000 milhas
  • Ir, ou deixar de ir, naquele compromisso familiar insuportável: 1.500 milhas
Ida ao shopping sem milhas matrimoniais

 

Ida ao shopping com milhas matrimoniais

O programa de milhas matrimoniais é algo a ser aplicado em seu casamento de forma informal, intima. Ele pode ser adotado de forma aberta entre as duas partes (sem manter planilha, né gente?) ou então por apenas uma das partes, em silêncio. Ele ou ela fez algo que te agrada? Não esqueça, guarde na memória. Quando ele ou ela acumular “pontos” suficientes, você pode propor que ele(a) faça algo que você odeia.

“Amor, você tem feito tanta coisa aqui em casa. Por que você não vai ver um jogo no domingo para dar uma descansada?”

“Amor, você tem feito tanta coisa aqui em casa. Por que você não chama sua amiga e vai tomar um café na Starbucks para botar o papo em dia?”

Que fique claro, antes que digam que o programa de milhas matrimoniais é chantagista ou coisa do gênero: ele nada mais é do que um programa de fidelidade conjugal. É a fidelidade de fazer algo que seu parceiro gosta, ou a fidelidade de fazer algo chato, como passar pano. Quando a casa fica limpa, ou a pia fica sem louça um mês inteiro, todo mundo fica feliz. Ganha quem resgatou as milhas e fez algo que nem sempre é possível, como sair com os amigos que ela(e) não gosta, ganha quem morou um mês numa casa impecável e, acima de tudo, ganham os dois quando, dali a trinta ou quarenta anos, vocês dois ainda estiverem juntos, apaixonados, e trabalhando como uma equipe extremamente entrosada.

E é assim que você deve reagir ao ler este pedaço de sabedoria:

“Passe em frente o que você aprendeu”
mm

O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

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