Nova retração no setor de serviços

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A notícia que dominou hoje as mesas de reunião no mundo das finanças foi o recuo no setor de serviços. O IBGE soltou a pesquisa mensal que mede a força do setor de serviços, e o resultado não foi nada animador. Embora Brasília fale com muita vontade que o país esta em crise, mas que a situação não é grave, o relatório do IBGE desmente o que a turma do voto anda falando. Para vocês terem uma ideia, o setor de serviços teve um crescimento de 1,1% no mês de maio. Parece bom? Então saiba que em maio do ano passado o crescimento foi de 6,6%, contra os 7,6% de 2013. Já deu para perceber que o leite já esta azedando há um tempo, né?

Uma análise mais aprofundada no relatório do IBGE mostra que houve retração em todos os setores de serviço, daqueles prestados às famílias aos ligados ao setor de informática e comunicação. Somente alguém mal intencionado pode dizer com convicção que a crise não é generalizada no setor.

Mas qual a relevância do indicador? Toda e qualquer economia é puxada basicamente por dois setores, o produtivo e o de serviço, que juntos alimentam o consumo da população mundial. Este encolhimento no setor de serviços, que emprega milhões de brasileiros, representa aquilo que todos já sabem, mas que nosso governo nega: estamos em recessão.

A coisa funciona como um grande castelo de cartas. Se o serviço encolhe, o empresariado do setor produtivo, principalmente nas industrias, vão diminuir as jornadas e dispensar trabalhadores, que deixam de receber salário e, consequentemente, param de comprar, o que gera uma nova retração do setor de serviços, em principal o comércio, que é afetado por uma nova onda de demissões.

Resumindo: A situação está preta, e é assim que você deve se sentir ao ler esta notícia:

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