Por que Marcos Montes presidente da Câmara é bom para o Brasil?

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Vale a pena colocar Marcos Montes na presidência da Câmara?
Vale a pena colocar Marcos Montes na presidência da Câmara?

O deputado federal Marcos Montes (PSD-MG), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, está sendo cotado pela imprensa como candidato à presidência da Câmara dos Deputados. Normalmente evito falar sobre política aqui no blog, mas em momentos de crise como a que estamos vivendo, o que se passa em Brasília tem reflexo ainda mais pesado no bolso dos brasileiros. Sendo assim, por que é que a possível eleição do deputado Marcos Montes para a presidência da Câmara mereceu um texto aqui? Vamos explicar.

O deputado Marcos Montes é presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, conhecida como FPA. É uma espécie de associação dos deputados ligados ao agronegócio, ou seja, que são fazendeiros ou são eleitos em regiões com alta concentração de produção rural. Antes que falem da ladainha do lobby, é bom explicar que a aglutinação dos deputados em frentes é algo muito comum. Há inclusive a Frente Parlamentar Evangélica, Ambientalista, e por aí vai. Vamos em frente.

O que é a agropecuária

A agropecuária é a junção de duas palavras: agricultura e pecuária. A agricultura é cultivo de plantas, sejam elas frutas, legumes, verduras ou mesmo o sisal, que é uma espécie de palha usada para confecção de cordas e assentos automotivos. A pecuária é o cultivo animal, e vai da bovinocultura, que é a criação de bois e vacas, a piscicultura, que é a criação de peixes em larga escala. A agropecuária é importantíssima para o Brasil e representa, nos dias de hoje, 23% do PIB do país. Não é pouca coisa.

Quer saber quanta grana isso representa? A estimativa é que a agropecuária fature R$ 541 bilhões em 2016, uma redução de 1,3% em relação ao ano anterior. Parece muito? Não se você considerar que o PIB brasileiro deve retrair 3,3% em 2016. Encolher 1,3% é muito melhor que encolher 3,3%. Esse bom desempenho do agronegócio é explicado pelo derretimento da nossa moeda, pois fica mais barato para os gringos comprarem o que é produzido por aqui.

O atual presidente da Câmara, o deputado federal Rodrigo Maia, que durante muitos anos foi presidente do Democratas e um ser nulo politicamente, não tem feito muita coisa no cargo além de votar de acordo com o governo. É de se esperar que um presidente da Câmara faça isso e, caso seja eleito, Marcos Montes deve também se empenhar em aprovar as pautas que garantam a recuperação financeira da nação. Por outro lado, não vemos esforço na gestão Rodrigo Maia para ir além das ordens recebidas.

Marcos Montes presidente da Câmara dos deputados

Marcos Montes em discurso no plenário

Se engana quem pensa que o setor agrícola representa algo arcaico, ultrapassado ou um tipo de retrocesso. O agronegócio tem sido responsável por grandes saltos de desenvolvimento tecnológico, nos últimos anos. A Embrapa é um centro de excelência de estudos e pesquisas científicas voltada para agricultura e pecuária, e a tecnologia empregada no campo, hoje, não só é responsável pelo aumento de produtividade no cultivo de alimentos, como também por aliar essa produção a soluções sustentáveis, com avanços na preservação ambiental. Em um Brasil desigual e com políticos que só olham o próprio umbigo, o interior do país só evolui e desenvolve graças aos recursos da iniciativa privada que, através de fazendas, maquinários e o setor de serviços envolvido, desenvolve nosso campo.

O Brasil, graças a essa empreitada científica, exporta tecnologia de produção rural para países que importam nossas commodities, como a China, que vem adquirindo grandes áreas de savana africana (bioma equivalente ao nosso cerrado), onde as técnicas desenvolvidas para melhorar a produtividade nesse ambiente avançaram exponencialmente nas últimas décadas. Desse modo, antes de se assustar e torcer o nariz para a possibilidade de haver um presidente da Câmara identificado com esse setor, esteja aberto para boas surpresas.

Resumindo: Não é exagero cogitar que ter um presidente forte, ligado a um setor importante da economia, seja mais interessante do que ter um presidente que tem dificuldades para se eleger e cujo maior capital é ser genro de um ministro, e é assim que você deve se sentir cada vez que alguém vier te falar “ah, mas é ruralista”:

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