Levy se reune com banqueiros e pede apoio ao governo

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Ministro Levy se reune com banqueiros em busca de apoio

Na contramão do governo, que só mete os pés pelas mãos, como quando a senadora Gleisi Hoffmann tentou criar ainda mais tributação na economia, o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se reuniu em Brasília com o Murilo Portugal, presidente da Febraban, que é associação dos maiores bancos do Brasil. A conversa seria só com ele, mas de forma espontânea e voluntaria, os donos dos dez maiores bancos do Brasil apareceram e participaram da reunião.

Embora os detalhes da conversa não tenham vazado, somente o fato da reunião ter ocorrido já é um fator positivo. Segundo o que foi publicado pelo Estadão, debateu-se no encontro a conjuntura econômica e a necessidade de se manter os ganhos obtidos na política econômica, impedindo assim a piora da economia. O ministro Levy também conversou com os banqueiros sobre sua luta, que é totalmente solitária dentro do governo, para tentar manter o equilíbrio fiscal, que é arrecadar mais do que gastar.

Ao contrário do que os economistas sociais pregam, os bancos não são os inimigos do povo. Ter um sistema bancário saudável e plural, onde não haja concentração e privilégios, é essencial para que uma economia tenha força. A aproximação entre os bancos e o governo, mesmo em um cenário onde as agências de risco rebaixam a nota de investimento do Brasil uma atrás da outra, é um sinal que tem gente séria tentando evitar que nosso país vire uma nova Argentina.

O ministro Levy luta sozinho dentro do governo para que o Brasil mantenha um mínimo de atratividade e seriedade econômica. A inflação em 2015 já foi embora, e ultrapassará a casa dos 10% tranquilamente até o final do ano, mas segundo ele a meta será para que o teto da inflação fique em 4,5% em 2016. Se isso vai acontecer? Nós do Econoleigo, e boa parte do mercado, achamos extremamente improvável, mas só de ter alguém lá dentro que pense da forma correta, já é de um alívio reconfortante.

A reunião ocorreu em um cenário extremamente desfavorável ao governo, com novos políticos do PT sendo presos pela Polícia Federal, o dólar novamente subindo, rebaixamento do rating (nota) de 12 bancos, rebaixamento da nota de investimento do Brasil pela agência Moody’s e prejuízo de R$ 615 milhões na CSN. Quando uma siderúrgica vai mal da perna, é sinal que a indústria realmente não está comprando, afinal aço e ferro são itens de necessidade básica para o setor.

Resumindo: Mesmo com quase todo governo em descrédito, o Ministério da Fazenda tenta reverter a situação caótica do Brasil, e é um alivio saber que alguém ainda tenta trabalhar lá dentro, e é assim que você deve se sentir ao ler isso:

1 COMENTÁRIO

  1. Vozes de “fora Levy” crescem na base do Governo. Enquanto presidenta assegura que ministro da Fazenda nao sai, tenta evitar atritos com movimentos que podem defende-la de impeachment

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