Inflação brasileira começa a estabilizar

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Neste Brasil de crise e notícias ruins, temos que nos contentar com as pequenas boas novas que conseguimos encontrar por ai. Sua pílula de tranquilidade de hoje tem a ver com a nossa boa e velha inflação. Acompanhando o crescimento do IPCA ao longo dos meses, pudemos constatar que houve uma estabilização da taxa brasileira de inflação, que não é baixa e nem módica, mas que poderia ser muito, muito pior.

Na economia existe um fenômeno chamado patamar de inflação, que são as faixas de crescimento de preços de um determinado país. Por exemplo, em 2014 o Brasil operava no patamar de 5% de inflação, e este ano, com o consolidado de 12 meses do IPCA mostra uma inflação (índice não oficial, é claro) na faixa de 9,8%, o que nos leva a um patamar de 10%. É uma notícia ruim esse crescimento de 100% em apenas um ano? Sim, é um dado aterrorizante, mas que poderia ser pior. Explico.

Quando a coisa começou a ir para o vinagre, e que pode ser acompanhado aqui mesmo no Econoleigo neste texto e também neste, tivemos um crescimento de quase 0.5 ponto percentual no IPCA ao mês. Ou seja, o índice de inflação (considere sempre o consolidado de 12 meses, ou a taxa anual para aquele mês) de 6% em maio, 6,5% em junho, 7% em julho e assim por diante. Os números são apenas exemplo, mas o crescimento foi exatamente assim.

Por outro lado, esse crescimento de meio ponto ao mês desacelerou nos últimos meses, chegando a 0,39% em setembro e 0,22% em agosto. Isto quer dizer que sim, temos inflação pesada em 2015 na casa dos 10%, mas ao que parece ela está estabilizando, e isso é uma excelente notícia. Em termos técnicos, houve uma troca de patamar inflacionário na nossa economia.

O Banco Central e todo Ministério da Fazenda tem agora pela frente um desafio e tanto: trazer a taxa de inflação para baixo gradualmente, sem mexer em nossa taxa de juros, o que teria um impacto negativo em nosso índice inflacionário. Some a isso o desafio de fazer um governo funcionar sem a possibilidade de criar novas receitas (ou seja, impostos) pois o governo não tem credibilidade e nem popularidade para isso, e também sem poder cortar despesas, já que nossos políticos não querem cortar na carne.

Resumindo: A situação é ruim e ao que parece chegamos ao fundo do poço, mas se tivermos paciência, capacidade e muito, muito talento, o buraco não vai aumentar e teremos um tempo para pelo menos respirarmos, e é assim que você deve se sentir a respeito:

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