Governo vai privatizar 7 mil quilômetros de rodovias

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Pedágio Foto: José Adair Gomercindo-SECS

Preocupado com o volume morto dos cofres públicos, o governo federal está estudando a concessão de 7 mil quilômetros de rodovias à iniciativa privada. É um bom termo técnico para o bom e velho pedágio. Além disso, o Ministério do Planejamento pretende autorizar a concessão de 55 Terminados de Uso Privado e também de portos.

Embora ainda não haja uma previsão de quantos bilhões de reais entrarão no tesouro com essas privatizações, a possibilidade de rentabilizar essas propriedades federais será muito atraente para equilibrar um orçamento público terrivelmente debilitado. O cronograma do Ministério é que essas concessões sejam finalizadas até o final de 2018, último ano do segundo e último mandato da presidente Dilma.

Ao contrário do que o brasileiro comum possa achar, a privatização é uma excelente notícia, pois se por um lado os custos do consumidor final aumenta, como o trabalhador que paga pedágio ao viajar, e o empresário que precisa cobrir os custos do pedágio com o aumento do frete, há por outro lado um ganho colateral com as privatizações que deve ser também levado em conta, que é a melhoria como um todo da infraestrutura logística do Brasil. Quem já viajou para o interior do Brasil sabe o estado lastimável que nossas rodovias apresentam, principalmente no centro-oeste e no norte do país.

Mesmo com o aumento do custo pelos pedágios, no longo prazo o custo acaba diminuindo, pois a manutenção e depreciação dos caminhões encolhe sensivelmente com as boas estradas. É preciso considerar também que a redução do prazo de entrega proporcionado pelo aumento da velocidade em rodovias com melhor conservação aumenta a competitividade dos empresários, o que facilita a vida de quem vive fora dos grandes eixos e depende de abastecimento a longa distância.

Ou seja, além de encher os cofres do governo com dinheiro para ser aplicado em investimentos de infraestrutura, que vão aquecer a economia e impulsionar o Brasil para fora da crise, a concessão também vai melhorar a segurança de milhões de brasileiros que trafegam diariamente nas estradas, além de reduzir os custos para se fazer negócios no Brasil. Não há nada a perder.

Resumindo: Felizmente o governo abandonou o preconceito da esquerda com as privatizações, e tomou uma decisão que faz muito sentido do ponto de vista financeiro, e que poderá colocar o país novamente na rota de crescimento, e é assim que você pode se sentir com esta notícia:

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O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

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