Governo planeja um novo aumento de imposto. Mais um.

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O Planalto primeiro preparou o terreno anunciando que havia um rombo de R$ 80 bilhões nas contas públicas. Depois, como forma de solucionar essa dívida, emissários do governo começam a sinalizar que haverá um novo aumento de imposto no Brasil. Depois de aumentar em 5% a tributação em cima do lucro com movimentações financeiras, o governo está preparando um novo aumento de imposto, com uma série de mordidas no dinheiro dos outros para tentar tampar um buraco que eles “não perceberam” que estava lá.

Assim como o marido traído, em tudo o que se refere a economia o governo parece ser o último a saber. O mercado como um todo sabia que haveria o rombo, mas quem manda no país parece não ter percebido. Como sabíamos disso? Simples: os gastos se mantiveram, mas nossa economia encolheu 2%, ou seja, nossas receitas (ou o salário do governo, por assim dizer) diminuiu 2%. Se o gasto é o mesmo, mas a receita é menor, é natural que haja um rombo. Parece simples para você e para nós, mas não para eles. Enfim.

Já falamos anteriormente sobre a forma caseira que o governo lida com as contas públicas. Está no negativo? A solução é sempre aumentar imposto, não diminuir os gastos. É a velha analogia do “auto-aumento” antes da economia. É um serviço de preguiçoso, que funciona no curto prazo, mas que no longo prazo é extremamente danoso para a população, que tem seu poder de compra ainda mais reduzido por um governo que desperdiça, é ineficiente e possui uma série de válvulas onde o dinheiro escapa para a corrupção.

Retomando. A primeira forma de aumentar os tributos vem através da ressuscitação da famosa CPMF, que é a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. É aquele famoso 0,38% que você pagava de imposto cada vez que passava dinheiro na sua conta. O argumento inicial, proposto pelos tucanos em 1997, era que esse dinheiro seria destinado exclusivamente para financiar a saúde pública. Isso não durou muito, e em pouco tempo a CPMF era usada para pagar qualquer tipo de coisa, até mesmo os famosos cartões corporativos. A farra durou até 2007, quando na primeira derrota histórica do governo Lula, a CPMF foi extinta pelo congresso. É interessante pontuar que, em sua criação dez anos antes, o PT foi integralmente contra a criação do imposto, pois o mesmo onerava ainda mais o consumidor, e em 2007, quando ela terminou, o governo Lula e todos os partidos aliados diziam que o país quebraria sem a CPMF, e que ela era essencial. Contei essa história apenas para contextualizar os mais novos sobre como é fácil mudar de lado quando a história é dinheiro no bolso. Do governo, ou de alguns deles.

O próprio ministro da fazenda foi enfático sobre o caos em que as contas públicas se encontram. Diz Joaquim Levy: “(sobre a necessidade de cortar gastos e fazer o governo ser mais eficiente, ou menos incompetente, como alguns diriam) É uma questão de melhorar, de escolha. Se não fizermos isso profundamente (o ajuste dos gastos), vamos ter que recorrer a impostos mais altos. Obviamente, você tem que fazer as contas fecharem”.

Ou seja, nas palavras do próprio governo: se eu (governo) for incompetente, o problema é seu, pois é você que vai pagar a conta da minha incompetência.

De aumento em aumento, a carga tributária do Brasil sobe ano a ano. Em 1986 o brasileiro pagava gastava 22% do seu salário para pagar imposto. Em 2011 esse valor já subiu para 36%. Ano passado, quem mora no Brasil já trabalhava 150 dias do ano somente para alimentar o governo.

Como se diz popularmente, no dos outros é refresco, né Levy?

Resumindo: Ao invés de economizar, como todo o resto dos brasileiros, o governo quer aumentar imposto e fazer sua família ter menos dinheiro para comer, e é assim que você deve se sentir ao ler isso:

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O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

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