Entendendo os jargões do mercado financeiro

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Com a crise que assola o Brasil em destaque em todos os jornais, o brasileiro comum está sendo soterrado com jargões do mercado financeiro, que são expressões e termos completamente desconhecidos, tais como IPO, Swap e coisas do gênero. Todos esses são termos trazidos da língua inglesa, principalmente das bolsas americanas e da Inglaterra, e que por não terem um sinônimo em português acabam sendo simplesmente incorporados pelos profissionais da área. É a mesma coisa com designers que ao invés de falar “cortar”, simplesmente falam “crop” da imagem.

Sendo assim, sente-se e aperte o cinto. Prepare-se para aprender uma série de jargões e gírias utilizadas pelos “players”, ou operadores e profissionais do mercado financeiro no Brasil.

Ação: É um pedaço, ou uma parte de uma empresa que pode ser comprada. Normalmente não se compra uma ação, e sim um lote, pois uma empresa pode possuir milhões de ações.

Andar de lado: Quando o mercado está morno e as ações não sobem e nem descem, o gráfico simplesmente continua em linha reta, ou “anda para o lado”.

Amortização: Normalmente utilizada para falar de dívidas, é quando alguém paga regularmente um débito ou os juros, reduzindo aos poucos a quantidade devida.

Ativo: Um bem, ações, títulos, carta de crédito ou qualquer outro tipo de patrimônio.

Bearish: Quando a bolsa está em queda, o gráfico desaba de cima para baixo, assim como um urso atacando sua presa.

Benchmark: Termo usado não só no mercado financeiro, o Benchmark é um ponto ou fato de referência. No nosso universo, é uma orientação para aplicações financeiras, um horizonte.

Bluechip: São as ações das maiores empresas da bolsa, as com maior solidez ou maior lucratividade, como a Petrobras ou Google.

Broker: É o corretor da bolsa de valores.

Budget: Do inglês orçamento. É literalmente isso.

Bullish: Se o urso ataca de cima para baixo, o chifre do boi vai de baixo para cima. Ou seja, é quando o gráfico (e o mercado) estão subindo.

CDI: É um Certificado de Depósito Interbancário, é um título emitido por um banco para arrecadar recursos com outro banco ou instituição financeira.

CEO: É o Chief Executive Officer, ou o chefe executivo de uma empresa. Não é o dono, mas é o chefe.

Choice: Comprar uma ação e vender no mesmo preço, e ao mesmo tempo.

Day-trade: Compra e venda de uma ação ou operação financeira que ocorre no mesmo dia.

Derreter: O dia que todo investidor teme, quando as bolsas ao redor do mundo simplesmente desabam, “derretendo” o investimento de todos.

Float: Dinheiro de um cliente que fica parado dentro do banco, mas que não está investido. É o saldo em conta corrente, que os bancos usam para investir e aumentar a lucratividade da instituição.

IPO: É a oferta inicial de ações. O IPO de uma empresa, como a BR Distribuidora, é quando ela vai para a bolsa pela primeira vez, e todos terão a possibilidade de serem os primeiros a comprar uma ação.

Papel: Antigamente comprava-se ações pessoalmente na bolsa, ou através de uma corretora, e isso lhe dava um “papel”, um comprovante. Hoje em dia utiliza-se papel simplesmente como um sinônimo de ação.

Pull-back: Quando uma ação está baixa mas vai se recuperar, ou já se recuperou.

Stop-lost: É o preço limite que um investidor aceita em uma ação. É o valor que, em caso de queda, ele quer vender para evitar um prejuízo maior.

Swap: Este é muito utilizado. O swap, do inglês troca, significa quando investidores trocam moedas, commodities ou ativos em uma operação.

Top pick: É a ação ou investimento do dia, a queridinha.

Trader: É o profissional do mercado financeiro que trabalha no mercado de ações ou de investimento.

Trigger: É o fato que desencadeou uma alta ou queda na bolsa. Por exemplo, a notícia do calote financeiro na Grécia foi o “trigger” da queda da bolsa européia.

Spread: Existem diversos usos para o termo, mas o mais comum é para demonstrar a diferença entre a taxa bruta de retorno de um ativo (bem ou investimento), e o custo para financiá-los.

Esse dicionário poderia ter 20 páginas, mas selecionei aqui somente os termos mais utilizados. Creio que é o básico para facilitar a leitura dos cadernos financeiros dos maiores jornais. Este não precisa de GIF, mas é assim que você deve se sentir ao conhecer estas palavras:

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O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

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