Ensino ruim prejudica futuro do Brasil e de nossa economia

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Um bom currículo garante uma boa noite de sono. A regra básica do desenvolvimento profissional dita: invista em capacitação, você vai comer o resto da vida aqueles anos de estudo. Embora não seja regra em todas as empresas, a remuneração de um trabalhador varia de acordo com sua capacitação. Ensino superior é requisito obrigatório e garante emprego. Aquele aumento? Vem mais fácil com um MBA, um curso especializante ou, no mínimo, a fluência de outro idioma. Ou seja, investir em educação garante estabilidade profissional. É simples, mas aparentemente nosso governo ainda não aprendeu isso, e o impacto do ensino ruim no desenvolvimento de nossa economia vai cobrar sua conta no futuro.

O editorial de hoje publicado n’O Globo, chamado “Deficiência na Educação barra o desenvolvimento”, faz uma análise brilhante do destino preocupante desse ônibus desgovernado chamado Brasil. A falta de preocupação com a qualidade da nossa educação já colocou em risco nosso futuro.

A regra de investir na capacitação profissional para garantir um bom salário vale na política pública. Quando um governo trabalha de forma adequada a educação de seu povo, a tendência é que no futuro aquele cidadão receba um salário melhor, já que terá formação mais qualificada. Isso não ocorre porque o patrão decide pagar mais. Quando um povo com um todo se capacita, as indústrias deixam de fazer coisas simples, de baixo valor agregado, e passam a produzir material mais complexo e mais caro. Sabem o Japão? Então, lá existem fábricas sim, mas o grosso da produção “bruta” está em países burros como o Brasil, Argentina e derivados. Lá ficam os laboratórios, os centros de pesquisa ou as fábricas, mas aquelas que produzem coisas mais sensíveis e mais caras. Entenderam a lógica? Vamos em frente.

Ensino ruim do Brasil x População mais velha

Já falamos sobre o problema do envelhecimento da população do Brasil, inclusive como isso vai impactar nossas aposentadorias (leia aqui). Há outro problema embutido nisso, e ele faz parte desse investimento ruim na economia. Nos anos 40, 50, até meados dos anos 90, o brasileiro era um pequeno coelho, uma máquina de fazer filhos. Falta de internet? TV de tubo e sem cabo? Pode ser. Hoje nascem poucos brasileirinhos e nossa população está envelhecendo. E nosso governo, para não variar, perdeu a chance de ouro de capacitar nossas crianças quando elas ainda eram maioria. Tivessem investido pesado em educação na época, hoje teríamos um exército de trabalhadores, todos com mais de 30 anos, já com MBA embaixo do braço, falando outras línguas e ganhando uma boa grana. Esse dinheiro extra financiaria nossa previdência e também o desenvolvimento do Brasil em sua forma estrutural: estradas, saúde, educação, saneamento, etc. Como isso não foi feito, temos hoje um exército de trabalhadores semi-capacitados e que, infelizmente, engrossarão o caldo do problema previdenciário.

Fonte: O Globo

O grande problema disso é que o Brasil, ao invés de se tornar um país velho e rico, como Alemanha ou Inglaterra, vai virar uma nação velha e pobre. A situação da educação ruim e do envelhecimento preocupam? Sim, mas ainda não é catastrófica. Há que ser feito o ajuste na previdência, aprovar a PEC do Teto, que vai garantir um mínimo de administração nas finanças publicas no médio prazo e, principalmente, que seja feito um grande Pacto Nacional pela Educação. Nossas escolas públicas são ruins mas, infelizmente, as particulares não são muito melhores. O ensino básico preliminar não é ruim, mas a situação fica ruim quando os alunos chegam no ensino médio. É preciso que seja traçado um roteiro sólido de formação e condução acadêmica. As crianças precisam entrar analfabetas na escola e sair super capacitadas, e não entrar analfabeto e sair semi-analfabeto.

Escola na Amazônia brasileira

Resumindo: O Brasil ainda pode ser considerado um país “adolescente” para “jovem”. Há tempo para que o governo matricule nossa educação em um supletivo com intensivão e acabe com o chamado ensino ruim. O relógio está jogando contra nós. E essa é a sua cara ao saber que tudo isso depende daquela turminha que está em Brasília:

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