Emprego no campo: agronegócio é alternativa para fugir do desemprego

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Existem diversas regras na economia. Uma delas diz que a intervenção do estado (Doutrina Keynes) como forma de crescimento funciona, mas depois de um tempo chega a conta com juros e inflação alta. Outra regra é que no início de uma crise econômica o desemprego é o último item a piorar, mas ele quando a crise acaba, ele também é o último a melhorar. Em um cenário caótico como este, para onde é que os desempregados podem correr? Onde estão as vagas profissionais do Brasil?O agronegócio é a resposta. Graças a um setor muito bem preparado e ao dólar favorável, hoje temos emprego no campo em abundância.

A crise está acabando. Impopular e, para alguns, ilegítimo, Temer está cumprindo seu papel de governo de transição com louvor, e está conseguindo nos tirar do buraco catastrófico enfiado pela Dilma. Com juros e inflação já em queda faz algum tempo, finalmente o governo parece ter domado o desemprego. Depois de dois anos de desemprego crescente, tivemos abertura de vagas de emprego em abril e em maio, e isso é excelente. Só existe abertura de vagas quando as posições abertas já foram ocupadas. Mas o desemprego ainda é realidade para milhões de brasileiros que, ao olhar essas notícias, se perguntam onde é que estão essas tais vagas de emprego. Estão no campo, amigos.

Responsável pela criação das vagas, e também pela recuperação do nosso PIB (Produto Interno Bruto – entenda o que é o PIB aqui), o agronegócio tem sido a salvação da lavoura brasileira. Acreditem ou não, o campo com o único setor de nossa economia em que a geração de empregos com carteira assinada, em regime CLT, foi positiva de forma ininterrupta nos últimos 12 meses. Isso pode parecer pouco, mas é preciso levar em consideração que todos os outros setores demitiam enquanto produtores rurais contratavam.

O brasileiro, que já tem vergonha de ser rico, também tem vergonha do interior. Duvida? Seja sincero com você mesmo: Ao pensar em um fazendeiro, você imagina um sujeito bruto e sujo de terra ou alguém com mestrado em Engenharia Agronômica? Não se sinta culpado. Nós fomos educados e programados pela sociedade a enxergar apenas a indústria e o comércio como opções de carreira, e quanto antes você mudar sua cabeça em relação a isso, melhor. Milhares de brasileiros já estão partindo das cidades para o campo em busca de empregos, qualidade de vida, criminalidade mais baixa e, acima de tudo, custo de vida menor.

A pergunta agora é…

Como conseguir emprego no agronegócio?

Antes de pensar em conseguir um emprego no agronegócio, primeiro é preciso entender que existem dois tipos de trabalho no campo: da porteira para dentro, ou porteira afora. No primeiro deles você vai trabalhar na propriedade rural em si, seja com a mão na massa, colhendo ou cuidando de rebanho, ou na parte administrativa, cuidando do sistema de informatizado das máquinas. O mercado é imenso e repleto de possibilidades. Se você prefere trabalhar da porteira para fora, há toda cadeia de distribuição, armazenagem ou comercial.

Quer saber como é complexo trabalhar no campo? Vou mostrar aqui a expectativa e a realidade no cotidiano de trabalho de um funcionário do agronegócio.

Como você acha que se colhe cenoura Brasil afora


Como na verdade se colhe cenoura no Brasil

Vamos para a parte prática. Os dois perfis com mais facilidade para conseguir um emprego no campo são:

Eu moro em uma região já com vocação para o agronegócio

Se você já se encontra em uma cidade cuja área rural é mais desenvolvida, como a região de São José do Rio Preto, em São Paulo, descubra quais são as principais culturas locais, veja a demanda de profissionais e pense em como se preparar para ocupar um cargo técnico, como por exemplo, um operador de colheitadeira ou um responsável pela irrigação da lavoura ou da pastagem. Os dois exemplos tem salários bem legais e uma certa exigência de noção de tecnologia. Quer uma dica? Procure o SENAR ou órgão de assistência técnica estadual (normalmente têm o nome de Emater), pois eles vão te ajudar nessa pesquisa por oportunidades de trabalho, o que mais se enquadra no seu perfil atual, e também e na indicação de qual capacitação pode ter mais a ver com o seu perfil e a demanda local.

Não entendo de agro, mas entendo de administração

Tem experiência em gerência de negócios ou de pessoas? Já é meio caminho andado. Se seu forte é trabalhar com administração de negócios e de colaboradores, fique de olho porque esse é um nicho que tem crescido muito no setor. Na última década o campo brasileiro tem se modernizado e preparado para crescer. Com isso, as propriedades estão buscando produtividade e competitividade, o que torna necessário organização, planejamento, metas e noções de procedimentos de RH para que as empresas rurais tenham sucesso como qualquer outra.

Esses cargos de administração pagam muito bem, e por isso há uma seleção criteriosa na contratação. Se você já trabalha no agronegócio, mas não tem o conhecimento administrativo e de liderança, ou se você mora na cidade e tem conhecimentos de contabilidade, recursos humanos, gestão de projetos e de pessoas, administração, marketing e derivados, mas não entende bulhufas de fauna e flora, a solução é investir em capacitação. Ao contrário do MBA, que só vale o nome e mais nada, a capacitação no campo tem retorno direto em aumento de salário e maiores chances de recolocação. Para trabalhar na administração de uma propriedade rural, você tem que saber, impreterivelmente, o calendário de plantio e colheita, legislação trabalhista e tributaria do setor, e derivados.

Os melhores cursos de capacitação para o agronegócio

Para facilitar sua vida, naveguei na web e trouxe as melhores alternativas para você que quer dar uma adubada no currículo. Abaixo listo um exemplo de capacitação a distância, ou seja, para você que ainda mora na cidade e quer se capacitar antes de investir num caminhão de mudança, ou se você já trabalha na área mas mora em uma cidade que não tem uma faculdade legal, um curso de graduação para você que quer construir a base do seu currículo, e também uma pós-graduação para quem já tem meio caminho andado e precisa só da cereja no bolo.

Cursos de Extensão no Setor Rural – Faculdade CNA a Distância

  • Quem é: A CNA é a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, uma entidade que representa todos os produtores rurais brasileiros. Pode-se dizer que a CNA é a maior especialista em agronegócio do Brasil. Tem chancela melhor que essa?
  • Pontos positivos: Curso online, rápido e objetivo. Tem 5 módulos de 30h cada. Gostei porque ele tanto serve para quem é do agro e precisa estudar temas mais administrativos como também aproxima pessoas que já sabem gestão sobre assuntos do campo. Outra coisa legal é que o curso é aberto a todos, independente se a pessoa estudou até nível fundamental, médio, fez faculdade ou curso técnico.
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Curso Gestão do Agronegócio – Universidade de Brasília

  • Quem é: A UNB é referência nacional em ensino. É grátis, é bom e morar em Brasília é uma delícia, pois tem de tudo e está super centralizado. Outra vantagem? O Distrito Federal fica no Centro-Oeste, o celeiro de grãos do Brasil, e pertinho de Minas Gerais, estado que produz MUITA coisa, de queijo a carne fresquinha.
  • Pontos positivos: É curso de graduação, ou seja, faculdade. Como a UnB é pública, o curso é gratuito. Tem a opção de diurno e noturno, mas infelizmente fica restrito a quem mora no Distrito Federal.
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Pós em Gestão do Agronegócio – ESPM

  • Quem é: ESPM é a maior referência no Brasil quando se fala de Propaganda e Marketing, com um dos diplomas mais cobiçados do país. Se você mora no sul do país, região com potencial agro extremo, é esse o lugar para se matricular.
  • Pontos fortes: É um curso de pós-graduação, bem específico, mas restrito a quem já tem formação de graduação. As aulas acontecem aos sábados, na unidade da escola em Porto Alegre.
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Resumindo: O campo brasileiro é muito mais do que música sertaneja e caminhonete Hilux, roda muita grana por lá e se você está desempregado nas grandes cidades, talvez seja a hora de distribuir currículos no interior do país, e é assim que você deve se sentir ao descobrir que um aprendiz de administrador de fazenda de pequeno porte ganha R$ 2.000, e um “gerente de fazenda” experimentado ganha quase R$ 10.000:

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