Dólar alto pode ajudar a industria nacional a vender mais

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Industria Nacional pode ser ajudada por dólar nas alturas

Há um ditado que diz que mesmo a pior tempestade serve para dar água para alguém beber. Cansados de dar notícia ruim sobre a economia brasileira, nós do Econoleigo cavamos fundo e achamos uma informação que serve de alento aos nossos corações cansados. Vamos a ela.

Com o dólar comercial chegando cada vez mais perto da barreira de R$ 3,80, e o dólar turismo sendo vendido já a R$ 4,20 em São Paulo, está ficando cada vez mais caro importar qualquer coisa, do computador que você compra em uma loja à matéria prima necessária nas fábricas e industrias ao redor do Brasil.

De olho no câmbio que não para de subir, e tentando economizar o máximo possível, as empresas brasileiras estão iniciando um processo de substituição de insumos importados por equivalentes produzidos na industria nacional. Este processo de localização, que é quando você troca algo importado por um item “local”, está sendo executado não só por empresas pequenas, onde todo centavo faz a diferença, mas também por grandes multinacionais, como é o caso da Fiat, que pretende reduzir o volume de matéria prima importada para a fábrica da Jeep de 35% para 19% até 2017.

Mesmo com o chamado custo Brasil, que é o preço final resultante dos altos impostos, ineficiência na produção e taxas de lucro mais altas, comprar localmente acaba compensando. Outro item a ser levado em consideração é o frete, que com uma gasolina cara e pedágios reajustados, acaba pesando no valor final de qualquer pedido.

O movimento de localização de matéria prima ainda está começando, mas já começa a aparecer e gerar resultados na balança comercial brasileira. Para terem uma ideia, a composição de itens importados utilizados pela industria de transformação (que, como o próprio nome diz, é responsável por transformar algo bruto em um produto refinado) caiu de 24,8% para 24,5% no último trimestre. É uma mudança bem ligeira, mas que pode e deve ser acentuada nos próximos meses.

Caso haja apoio do governo, como uma linha de crédito especial no BNDES voltada à modernização ou implantação de fábricas voltadas para a substituição de insumos, podemos acabar gerando empregos e riqueza em um momento em que a tendência em todos os estados é de demissão e retração econômica. A ElringKlinger, fabricante de autopeças de Piracicaba, pretende contratar mais funcionários, para aumentar uma equipe de 320 trabalhadores.

Um movimento forte de nacionalização é perigoso, e pode levar a uma mentalidade governamental protecionista, como a que tínhamos durante a Ditadura, mas feita na medida certa, e de forma planejada, por acabar transformando um limão em limonada, mas somente no médio a longo prazo. Como se diz no mercado, o remédio é amargo e ruim, mas se tomado corretamente, ele cura a doença.

Resumindo: Em toda crise há uma oportunidade, que por menor que seja, vai servir para melhorar a nossa situação, e é assim que você deve se sentir ao ler isso:

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