Dilma destruiu as estatais antes de sair do poder

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crise generalizada nas estatais
Governo Dilma destruiu principais estatais do Brasil

Dilma Rousseff é passado, um cadáver político com velório de 180 dias. Como todo corpo, a cada dia que passa, maior é o mal cheiro que exala dele. Presidente desde ontem, Michel Temer sinalizou horror com o que encontrou nas finanças do governo. Não obstante todos os problemas, nosso antigo governo tinha amor pela mentira ou era extremamente inocente. Temer já sinalizou uma série de medidas para recuperar nossa economia, como pode ser lido aqui. Nossas finanças irão melhorar, disso temos certeza, mas a preocupação do Econoleigo é com a recuperação das nossas estatais, totalmente destruídas pelo governo Dilma. Duvida? Então continue lendo.

A primeira notícia preocupante veio ao ar ontem durante a manhã. O maior banco brasileiro em número de ativos, o Banco do Brasil, registrou no primeiro trimestre de 2016 uma queda de 59,5% nos lucros obtidos no período. Esse cálculo não considera a perda operacional, causada pela péssima gestão e pela administração política do banco. A queda no lucro ocorreu pois o BB, preocupado com a crise e o desemprego generalizado, foi obrigado a reservar boa parte do lucro para cobrir a inadimplência dos empréstimos tomados dentro do banco. É o mesmo cenário pelo qual passa o Itaú, conforme falamos aqui, só que o banco privado teve uma queda no lucro de “apenas” 11%. É uma fortuna, mas perto do tombo do banco público, é trocado. Ah, essa gestão privada e suas incompetências…

Sabem a Petrobras, jóia da coroa brasileira, e empresa cujo conselho diretor foi presidido por Dilma Rousseff entre 2003 e 2010? A mesma empresa que comprou uma refinaria que custava US$ 126 milhões por criminosos US$ 1,3 bilhões, mas cuja compra ela desconhecia? Segundo relatório divulgado na noite de ontem, a Petrobras teve prejuízo pelo terceiro trimestre consecutivo. Isso equivale a nove meses no vermelho. A Petrobras terminou março devendo, só em 2016, R$ 1,26 bilhões. Somente como comparação, no mesmo período do ano passado, a Petrobras lucrou R$ 5,33 bilhões. A situação na empresa é tão ruim que, conforme dissemos ainda esta semana, é esperado que o governo injete R$ 300 bilhões nos cofres da estatal somente para evitar que ela quebre.

A Eletrobras, oficialmente chamada de Centrais Elétricas Brasileiras, mas também conhecidas como Cabides de Emprego Elétricos do Brasil, ou também como casa da mãe joana, está acabada. No primeiro trimestre de 2015, a Eletrobras teve lucro de R$ 1,255 bilhões. Quer saber o resultado dos primeiros três meses de 2016? Segundo balanço da empresa, o contribuinte brasileiro (sim, somos os donos da empresa) terão que bancar um prejuízo líquido de absurdos R$ 3,897 bilhões.

A situação nas outras estatais brasileiras são preocupantes, mas as três que listamos acima são as três maiores empresas públicas com capital aberto, ou seja, que são uma sociedade do governo com a população que é dona de parte de suas ações.

Estatais: prejuízo de longa data

Quando olhando as três empresas como um todo, chegamos a uma conclusão preocupante. Nos últimos cinco anos, ou seja, desde 01 de janeiro de 2011, o primeiro dia do governo Dilma Rousseff, as maiores estatais brasileiras perderam R$ 273 bilhões de reais em valor de mercado. Sim, desde que a sucessora do presidente Lula assumiu o poder, o Banco do Brasil, a Petrobras e a Eletrobras perderam 55% do seu valor de venda. A situação da Eletrobras é ruim ao ponto da Bolsa de Nova Iorque cogitar expulsar a empresa de lá.

Ainda que não fale diretamente sobre a privatização dessas três empresas, até porque o custo político de fazê-lo é muito grande, Temer já sinalizou que fará um grande programa de privatizações e concessões (uma espécie de aluguel) de outras empresas e patrimônios menores do estado, como portos e rodovias. Essas e outras medidas já anunciadas pelo presidente, como a autonomia do Banco Central (explicada no blog do Saul Sabbá), repercutiram muito bem no mercado. A crise deve permanecer, mas cria-se uma luz no fim do túnel. O Focus do Banco Central estimava um crescimento de 0,3% da nossa economia em 2017, mas a chegada do novo governo e essas diretrizes passadas fizeram o número subir. O Bradesco acredita em crescimento de 1,5% e o Banco Fibra aumentou sua aposta, que passou de 1% para 2,1%.

Um novo presidente não faz milagre, mas uma nova gestão sim. Sabe quando o brasileiro acordou feliz que uma presidente com apenas 10% de aprovação foi demitida? Isso traz reflexos. Essa pessoa volta a comprar, volta a planejar, e os empresários fazem o mesmo. Isso reaquece a economia e, junto dos investimentos externos, que chegam com a percepção de um governo mais sério no comando, acaba retraindo a recessão.

De qualquer maneira, qualquer que seja a medida tomada pelo governo, é preciso que haja apoio político e popular. Temer terá que desarmar uma bomba relógio com muitos fios. Precisamos ter paciência para entender o que deverá ser feito. A primeira batalha é a Previdência. Semana que vem faremos um texto sobre o assunto. Paralelo a isso, caso tenham visão de futuro, Michel Temer e Henrique Meirelles, novo Ministro da Fazenda, deverão recuperar nossas estatais, que foram sucateadas e saqueadas.

Resumindo: Tanto a Petrobras quanto a Eletrobras são comandadas pelo Ministério de Minas e Energia e, segundo a jornalista Andreia Sadi da GloboNews, a situação das empresas tão ruim que político algum se interessa pelo ministério. De acordo com a Andreia, políticos dizem que de tão destruídas que as empresas estão, elas não prestam nem para roubar. Vocês entenderam bem? A destruição da Dilma com as estatais foi tão grande, mas tão grande, que elas não servem mais nem para desviar dinheiro, e é assim que você deve se sentir ao ler isso:

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O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

1 COMENTÁRIO

  1. Boa Tarde, tudo bem infelizmente a Dilma juntamente com seus aliados foram um fracassos para o Brasil e uma decepção muito grande para a nossa imagem feminina porque esta era a oportunidade de nos expressar o que uma mulher humana, meiga; mãe é capaz de fazer para defender sua dignidade, mas agora a história é outra durante 180 dias e desejamos ver se estes atuais irão serem justos, mexendo também nos seus salários e mordomias que recebem inclusive nas aposentadorias injustas que lhe são concedidas porque a igualdade é para todos, e tenho plena certeza que se mexerem com todos os auxílios que recebem e as aposentadorias que lhe são dadas só porque são políticos possuem estes privilégios, e nós que somos trabalhadores e pagamos altíssimos impostos não temos nada, e também precisam fazer com que todos que lesaram os cofres públicos como subornos, propinas devem serem todos punidos e ainda tem que devolverem todo os dinheiros que não lhes pertencem e devolverem aos seus devidos lugares e ainda perdem os seus cargos políticos e vão viverem somente com o salários do seu trabalho igualzinho a todos os brasileiros e inclusive perderem tudo que comprou após o seu cargo politico, isto sim seria justíssimo, e tem que diminuir urgente estes salários absurdos que todos os políticos recebem porque desta diferença, somos menos dignos para receberemos apenas R$880,00, ai sim o país irá sobreviver porque nos foi tirado a nossa dignidade e ainda temos que pagar caro com esta injustiça, e precisa diminuir o tanto de políticos que tem, para que?; o que tem feito? qual é a necessidade?, não estamos vendo nenhuma melhoria e sim um auto índice de falta de dignidade, precisam também acabar com as bolsa malandragem e começar a transformar em emprego e salario digno para população toda ser humano só tem dignidade com trabalho e salario digno e não injustiça social

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