Dilma deixa mais de R$ 250 bilhões em dívidas para sucessor

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Medidas irresponsáveis da presidente Dilma Rousseff destroem economia do país

Os brasileiros aguardam com ansiedade a chegada do dia 11 de maio, em um dia que entrará para a história como a Quarta-feira da Felicidade. Considerada por muitos a presidente mais incompetente da história do Brasil, Dilma deverá ser afastada do poder pelo Senado em dois dias, em uma votação que promete ser o velório político de uma política que nasceu em Minas Gerais, cresceu no Rio Grande do Sul, e que morrerá em Brasília. A oposição costumava dizer que Dilma era tão incompetente que quebrou uma loja de R$ 1,99 em Porto Alegre. Lula disse que Dilma era uma administradora melhor do que ele. Quando Dilma descer a rampa do Palácio do Planalto, ela terá outro item em seu currículo de administradora, a de presidente que quebrou o Brasil. Mas vamos aos números.

A economia do nosso país é guiada por um orçamento aprovado pelo Congresso Nacional. Foi nessa aprovação que a presidente Dilma Rousseff se encrencou e será deposta, já que ela submeteu ao congresso relatórios com números falsos ou, no melhor dos cenários, equivocados. Esse pequeno tropeço vai lhe custar o impeachment. Ruim para ela, mas excelente para o Brasil.

Segundo o governo federal, o orçamento do Brasil para 2016 prevê um déficit fiscal de mais de R$ 100 bilhões. Ou seja, vamos terminar o ano devendo mais 100 bi do que entramos. Parece ruim? Fica ainda pior quando você sabe que este será nosso terceiro ano seguido de déficit fiscal. Ou seja, se Dilma cair no dia 11 de maio, ela terá governado por cinco anos e meio. Em 60% desse período, ela conseguiu a façanha de perder dinheiro. É ruim? Calma, vai ficar pior.

Um governo possui dois tipos de despesa, as previstas e as chamadas de gastos contingentes, que são aquelas emergenciais, feitas em cima do laço, sem terem sido previstas no orçamento. Podemos chamar de declaradas e não declaradas, depende muito da situação e do caráter do administrador público. Os especialistas chamam essas despesas imprevistas, ou não declaradas, de esqueletos. Eles denominam esses gastos assim pois, tal como as ossadas, eles só são descobertos muito depois do crime, quando já estão fedendo e os culpados longe dali.

O buraco em que Dilma nos enfiou

A pedido do jornal O Estado de São Paulo, alguns especialistas estimaram que os esqueletos de Dilma Rousseff cheguem a, no mínimo, R$ 250 bilhões. Já a agência internacional de avaliação de risco Moody’s, a mesma que rebaixou a nota de investimento do Brasil, estimou um valor próximo a R$ 600 bilhões em esqueletos dentro dos armários do governo federal.

O que compõe a ossada do esqueleto quase trilionária de Dilma Rousseff? Os contingenciamentos que devem ser feitos à Petrobras, Caixa Econômica, Eletrobrás, a negociação das dívidas dos Estados, a inadimplência com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e a manutenção do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Chega a ser engraçado olhar a participação de cada uma dessas empresas na encrenca que a presidente Dilma Rousseff se meteu. Tudo nessa vida tem um porque e uma razão. Vamos a elas.

  1. Petrobras: Como sócio majoritário da Petrobras, maior empresa pública do Brasil, e que mesmo atuando em monopólio, o governo federal ainda conseguiu quebrar, o governo federal é obrigado a injetar dinheiro nos cofres da estatal para que ela não quebre. Segundo a Moody’s, somente na Petrobras o governo deverá injetar R$ 300 bilhões nos próximos três anos. Deste valor, R$ 100 bilhões são somente para pagar dívidas, algo que a empresa já não tem mais condições de fazer.
  2. Caixa Econômica Federal: Principal fiadora no programa Minha Casa, Minha vida, a Caixa foi a principal responsável por financiar as pedaladas fiscais que estão custando a Dilma seu mandato. Como toda ação tem uma reação, ao levar um tombo do governo, o banco ficou sem grana. Como a Caixa é um banco público e não pode fechar, será necessário que o governo deposite um dinheiro na empresa.
  3. Eletrobrás: Lembram quando a presidente Dilma veio a público dizer que, vejam bem, nunca antes na história alguém havia reduzido a conta de luz? Essa redução só foi possível pois, nas vésperas do anúncio, o governo acertou com as empresas que a diferença entre a tarifa antiga e a nova ficaria por conta dos cofres públicos. A conta chegou. Além disso, em 2011 a então Ministra da Casa Civil Gleisi Roffmann, hoje senadora empenhada em tirar a corda do pescoço da presidente Dilma, decidiu triplicar por conta própria a quantia que o Brasil deve pagar anualmente ao Paraguai pelo que é consumido em Itaipú. Ao ser questionada sobre quem pagaria a conta, Gleisi disse que o povo não pagaria nada, e sim o tesouro nacional. A conta chegou novamente.
  4. Renegociação da dívida dos estados: Esse é um imbróglio gigante, e que para entender, leva muito tempo. Sugerimos a leitura aqui.
  5. FIES e FAT: Em tempos de crise é normal esperar duas coisas. Sem emprego, os estudantes recém-formados não terão como pagar os empréstimos do FIES. E o FAT, que ampara o trabalhador, será mais acionado no desemprego, além de não ser reposto por não termos carteiras assinadas o suficiente em território nacional.

Além desses buracos financeiros criados pela presidente Dilma Rousseff, cuja real extensão só saberemos na hora que a bomba explodir, ainda é preciso levar em consideração que o próximo presidente, seja ele Michel Temer ou o Tiririca, ainda terão que se ver com o pagamento do chamado “Pacote de Bondades” da presidente Dilma. O que é isso? Simples. Prestes a ser demitida, a presidente decidiu aumentar o Bolsa Família, as alíquotas do IR e outras coisas. O governo tem dinheiro para pagar isso? Não, mas como ela não estará na cadeira na hora que a conta chegar, isso não é um problema dela.

Para terem noção da gravidade da situação, esses gastos de cemitério podem variar, nos próximos três anos, a algo entre 5% e 10% do nosso PIB, ou seja, de tudo que é produzido de riquezas no Brasil. Como esse tipo de coisa vira uma bola de neve, a Moody’s estima que a nossa dívida pública, que hoje gira em torno de absurdos 70% do PIB, a 90% em 2018. Sim, em dois anos o buraco cavado pela presidente Dilma será tão grande que, se usarmos TODO o dinheiro arrecadado pelo Brasil para pagar dívidas, nos sobra meros 10% para passar o ano. É um absurdo. Pense se o seu marido ou esposa fizesse esse montante de dívidas no nome do casal. É possível sobreviver? Não. E é nesse buraco que o Brasil se encontra.

Resumindo: Eu costumo dizer que o Brasil chegou ao fundo do poço da crise, mas que nossa presidente continua cavando. Olhando para esses números, podemos dizer agora que nossos governantes estão pedindo empréstimo parar comprar tratores e afundar ainda mais esse poço, e é assim que você deve se sentir ao ver que ainda tem gente que defende esse tipo de criminoso:

Atualização: Enquanto escrevia este texto, o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, envolvido com a Lava-Jato, decidiu “anular” o impeachment na base da caneta. Decisão durou uma hora, e logo foi ignorada por Renan Calheiros, que decidiu dar prosseguimos ao rito do impeachment. Maranhão não agiu sozinho. Ele tomou essa decisão após andar de avião com o governador do Maranhão, Flávio Dino, do PC do B e aliado de Dilma, e depois de se reunir com o Advogado Geral da União, o ministro Cardoso. Ninguém é amador nesse jogo e todos sabiam que seria um tiro no vazio. Toda essa movimentação foi feita para que Dilma e a militância voltem a ter um discurso de “golpe”, já que uma ordem da Câmara será ignorada pelo Senado. O que Maranhão ganhou com isso? Segundo Ricardo Noblat, ele foi premiado com a promessa feita pelo governador Flávio Dino que ele, Maranhão, pertencente ao baixo clero da Câmara, será o candidato do estado ao senado em 2018. Enquanto isso, no meio de toda essa brincadeira, a bolsa caiu, Vale, Petrobras e derivados derreteram e o dólar disparou. O mercado conhece a politicagem e não perdoa. Em um momento em que o Brasil está a poucos passos de virar um mendigo administrativo, esse tipo de jogada baixa não contribui para nossas finanças. Como bem disse em seu Twitter o banqueiro Saul Sabbá, presidente do Banco Máxima: “Enquanto isso, mercado reage negativamente, derruba a bolsa, piora a performance dos ativos e causa alta do dólar.” Saul recomenda prudência, tudo que essa gente não tem. Sim, estamos todos condenados.

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O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

1 COMENTÁRIO

  1. Os militares não precisam de autorização para intervenção constitucional | Artigos JusBrasil

    A Constituição não fala sequer que os cidadãos precisam ir às ruas para que haja uma tomada constitucional, mas fala da garantia dos poderes. Ou seja, se os poderes estão em perigo, não estão funcionando, funcionando mal, os militares podem assumir o poder.

    http://raymundopassos.jusbrasil.com.br/artigos/172163533/os-militares-nao-precisam-de-autorizacao-para-intervencao-constitucional

    Constituição em Áudio Art. 142 ao 144

    Direito Em Áudio

    https://www.youtube.com/watch?v=6fr0kw3tcgQ&feature=youtu.be

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