Desemprego aumenta e 111 mil pessoas perdem o emprego em junho

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Existem diversos índices que circulam nos departamentos financeiros, jornais e mesas de bar, mas somente um importa quando se fala sobre a saúde financeira de um país: o desemprego. Nós recebemos o relatório do CAGED sobre o mês de junho e a situação não é nada animadora. O governo reconhece o desemprego crescente, mas fala que ele não é tão grave quanto dizem. Quer saber o grau de realidade? Pegue o que as vias oficiais falam e multiplique por dois. Pois então, o mercado (sim, essa palavra que os economistas sociais amam odiar) fez uma série de análises e projetou o fechamento de 98 mil postos de trabalho em junho. Escrevo isso olhando o relatório que circula nas empresas do ramo, e que esta em minha mesa. Pois bem. Sabem qual foi o número final do fechamento de vagas de trabalho em junho? 111,2 mil. São 111,200 mil trabalhadores que foram chamados no departamento pessoa, receberam um abraço, um sinto muito e uma senha para se dirigir ao INSS.

Desde 1999, que é quando essa medição do CAGED começou, e quando o país atravessava uma série de crises internacionais, esse é o primeiro e único saldo negativo para o mês de junho já registrado. Em 2014, há exatos 12 meses, junho registrou um péssimo resultado, que foi a criação de 24 mil postos de trabalho.

Outro fator a ser observado, e que também é preocupante, é que houve uma redução de 0,3% no salário médio real das novas admissões. Isso significa que mesmo as poucas vagas que estão sendo abertas no Brasil estão pagando menos do que antes, mesmo em um panorama onde a inflação já passou os 8%.

Resumindo: O buraco é mais embaixo, e é assim que você deve se sentir ao ler sobre isso:

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O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

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