Crise aumenta lucratividade em ferrovias brasileiras

0
72

A economia e a vida são muito parecidas: o que é o azar de um, é a sorte dos outros. Com o enfraquecimento da nossa economia, que experimenta uma retração recorde em diversos setores, as empresas estão tentando reduzir despesas em todos os setores possíveis, do pessoal à infraestrutura, e é ai que entra a sorte das empresas que administram as ferrovias brasileiras.

Com um mercado aquecido, o fator que determina a escolha no transporte de um produto é a velocidade, pois é preciso manter sempre as prateleiras abastecidas. Com a economia em recessão, o consumidor vai as lojas com menor frequência, o que faz com que os estoques das lojas permaneçam sempre abastecidos. Dentro deste cenário, a velocidade de reposição diminui, o que torna o frete aéreo ou nas rodovias, que transporta uma televisão da Zona Franca de Manaus para São Paulo em menos de uma semana, algo às vezes desnecessário.

Na MRS Logística, operadora que administra uma malha de 1.643 quilômetros (km) nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, o volume transportado para o Porto de Santos – o maior da América do Sul – cresceu 57% entre janeiro e maio deste ano. Em toda a concessão, o aumento da movimentação de contêiner foi de 22%. “A crise econômica abriu a cabeça de muitas empresas, que deixaram de lado uma série de preciosismos em favor de uma redução de custos mesmo que seja de R$ 1”, afirma o gerente geral de Negócios da ferrovia, Guilherme Alvisi. Fonte: Yahoo

Como foi ensinado pelo presidente americano Franklin Roosevelt nos anos 30, quando tirou os Estados Unidos da maior recessão de sua história com o New Deal, investir em infraestrutura é sempre uma ferramenta válida para combater a crise. Se o governo brasileiro resolver recuperar as esquecidas e esqueléticas ferrovias brasileiras, talvez comprar ações ou investir no setor seja uma excelente ideia.

Resumindo: Nossa economia está muito ruim, mas ainda existem alguns lugares onde o sol brilha no meio da chuva, e é assim que você deve se sentir ao ler isso:

mm

O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here