Crescimento econômico: Brasil fica em último na lista

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Nesta quarta (30), foi divulgado um ranking informando o crescimento econômico de 39 países que, juntos, representam 83% do PIB mundial (ainda faltam alguns países). No período do levantamento, que é o crescimento econômico do último trimestre, o PIB do Brasil teve queda de 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado, façanha que deu ao nosso país o 39º lugar na lista, ou melhor: o último.

A comparação entre os países foi elaborada pela Austin Rating e mostra a Noruega em 38º. Se você está pensando que ficar atrás da Noruega não é tão ruim, pense de novo: de 2015 pra cá, a queda do país – que é bem mais desenvolvido que o nosso, foi de apenas 0,9%. Nem mesmo países que passaram por forte crise ou os que vivenciaram guerras registraram quedas tão grandes quanto a nossa.

Mas vamos por partes. O que o crescimento econômico negativo e essa queda do PIB significa de fato?

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em uma determinada região (no caso deste ranking, em cada país). A cada trimestre os países divulgam os valores de seus PIBs e é feita uma comparação de crescimento econômico que leva em consideração o mesmo trimestre do ano anterior, o acumulado no ano e nos últimos doze meses. E o Brasil já registra queda há sete trimestres seguidos, sendo essa a maior baixa desde 1996.

O consumo das famílias foi afetado: os indicadores no mercado de trabalho ainda são ruins (leia aqui quando falamos sobre isso), a inflação continua alta, apesar de ter se abrandado levemente e o crédito para pessoas físicas continua restrito e apresenta taxas reais negativas, já que os juros continuam altos. Com o PIB baixo, o investimento do governo cai, já que há menos arrecadação de impostos, então há menos dinheiro para aquilo que volta para a população (saúde, educação, obras, etc) e, pelo modelo brasileiro baseado na Doutrina Keynes (leia sobre a economia de consumo) o estado é o financiador do desenvolvimento. Sendo assim, se o governo tem menos dinheiro, ele tem menor poder em transformar nossa economia.

O Ministério da Fazenda estima que o PIB só volte a crescer no primeiro trimestre do ano que vem. O encolhimento da economia em 2016 deve aumentar, antes a estimativa era de 3% e passa para 3,5%. A previsão para 2017, que até semana passada era de alta de 1,6%, foi revisada e passou a ser de um crescimento de 1% no Produto Interno Bruto.

Resumindo: A expectativa era que o Brasil crescesse quase 2% em 2017, mas os maus resultados não param de surgir. O PIB que só cai, o governo só se preocupa com manobras políticas, não tem respaldo popular e só sobrevive graças ao apoio do mercado. E é assim que você deve se sentir ao ler que ao invés de discutir saídas para reverter a queda do PIB, o governo Temer vai passar a mão na impunidade política:

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O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

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