Conseguir um emprego depois dos 50 é difícil, mas possível

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Na vida você nasce, cresce, reproduz e morre. Dentro das empresas, um empresário enxerga um empregado dentro de categorias semelhantes. Até os 20 anos, é um estagiário. Entre os 20 e os 30, é um profissional em formação, que está aprendendo e produzindo. Entre os 30 e 40, é um profissional já pronto, que custa mais mas que também produz melhor. Entre os 40 e 50, é um trabalhador que além de exercer sua função, também serve como ferramenta de instrução para os mais novos. O problema é a partir dos 50 anos. Mas porque é tão difícil manter um emprego depois dos 50 e, principalmente, conseguir um novo?

É preciso separar a atividade profissional em duas categorias, a física e a intelectual. Quando o profissional atua com o corpo, a chegada aos 50 anos se torna um empecilho devido à vulnerabilidade a doenças, à redução da força e derivados. Vemos isso dentro do futebol. Um atleta de 30 anos é mais técnico, mas não corre tanto, cansa mais rápido e também se machuca mais. A exceção é o Zé Roberto, do Palmeiras, que aos 42 anos de idade é o melhor lateral esquerdo do país. Para quem não sabe, a lateral é a posição que exige maior condicionamento. O segredo dele? Se cuidou desde cedo, não fuma e não bebe, e faz exercícios todos os dias.

Já o profissional que atua com o intelecto tem dificuldade ao chegar aos 50 anos por outros motivos. O principal dele, na visão do mercado, é a tal ferrugem. As tecnologias mudam a todo momento, e uma pessoa mais velha tem mais tendência a ficar desatualizada. Sabe a tia ou o tio que não sabe mexer no WhatsApp? Então. Outro ponto são os vícios profissionais, que podem se tornar uma dificuldade para o gerente ou coordenador.

Como arrumar emprego depois dos 50 anos?

Assinar a carteira de trabalho próximo da meia idade é difícil, mas não impossível. As empresas grandes contratam funcionários mais velhos pois, mesmo que eles sejam, na teoria, mais desatualizados que os manis novos, eles possuem mais experiência. É o profissional que conhece todos os atalhos que existem, as brechas, as armadilhas. Não existe curso MBA que pague o que só a vida ensina. As empresas menores, por outro lado, dão emprego para quem tem mais de 50 porque isso significa competitividade. Elas contratam quem não consegue se recolocar nas grandes empresas, e pagam menos, é verdade. Eles contratam a “segunda opção”, mas pagam o mesmo para alguém já calejado que pagariam a alguém cru.

As dicas para conseguir um emprego são básicas e manjadas, mas vale a pena reforçar. Turbine seu currículo e transforme idade em experiência. Trabalha em administração e tem mais de 50? Fale na entrevista como era cuidar das despesas de um escritório na época da hiperinflação. Entre nas redes sociais e participe. Além da chance de conseguir um emprego, já que tem grupo de Facebook que funciona só para divulgar vagas de trabalho (um exemplo aqui), você vai mostrar que não é aquele dinossauro desatualizado. Só um cuidado! Se vai pro Facebook é melhor se comportar. Nada mais antiquado que publicar milhares de imagens de bom dia e derivados. Publique e compartilhe conteúdo interessante, mostre que você é relevante.

E tenha paciência. O país está em crise e você está disputando a mesma vaga que muita gente. Vale bem, use o português correto e recorra a fontes que pouca gente conhece. Sabia que toda prefeitura e governo do estado possuem um banco de emprego? O mais novinho vai só para o Catho ou InfoJobs. Seja diferente.

Resumindo: Conseguir um emprego depois dos 50 é difícil, mas não é impossível, e é assim que você deve se sentir quando mandar aquele monte de currículo sem ser chamado para uma entrevista:

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O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

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