Porque o capitalismo e o liberalismo fariam bem ao Brasil

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O que é o capitalismo e o liberalismo e porque eles seriam bons para o brasil

Poucas coisas no mundo são tão famosas, mas tão pouco conhecidas como o comunismo, o capitalismo e o liberalismo. No Brasil, país onde a educação é o mesmo que a criptonita para o super-homem, nossos livros e professores reduziram esses três itens às seguintes definições:

a) Capitalismo: sistema econômico onde os ricos dominam os pobres, e os países ficam mais ricos ao explorar os países mais pobres.

b) Comunismo: sistema econômico da igualdade, onde não existem ricos e todos recebem o mesmo salário, o mesmo cuidado, e só não dá certo porque o capitalismo destrói o comunismo.

c) Liberalismo: filosofia econômica que defende um Estado egoísta, onde as pessoas não tem aposentadoria, saúde e devem trabalhar até morrer.

As definições acima podem parecer caricatas, mas infelizmente é assim que a banda toca em nossas terras. Pergunte para qualquer pessoa, qualquer uma, se o Brasil é um país capitalista ou comunista. A resposta será quase sempre a mesma: somos um país capitalista. Errado. O Brasil não é um país capitalista, muito menos uma nação adepta do liberalismo. Somos uma nação sociocapitalista, ou capimunista ou, talvez, neosocialista.

De forma reduzida, o capitalismo liberal é um sistema que defende inviabilidade da propriedade privada, onde o lucro é incentivado e a função do Estado (isto é, do governo) é garantir o cumprimento das leis, defender seus cidadãos de crimes e garantir a integridade das fronteiras e nossa soberania. Ponto. As leis trabalhistas não deveriam existir, o sistema de aposentadoria deveria ser privatizado, deixando qualquer pessoa decidir o que é melhor para si, e os programas assistenciais devem ficar a cargo de instituições filantrópicas e prefeituras e governos estaduais.

Pode parecer um choque, mas isso é bom. Quando não existe um sistema de aposentadoria único e obrigatório, as pessoas ficam livres para escolher, e a variedade de escolhas garante a concorrência. O que acontece com isso? O preço da taxa de administração cai, e a rentabilidade sobe. Leis trabalhistas? Quem deve decidir o que é bom para um trabalhador é o próprio trabalhador, que pode fazer um acordo direto com a empresa. Se a companhia descumprir ou violar o princípio da razoabilidade, então o Estado exerce uma de suas três funções, e garante o cumprimento da lei e da defesa de seus cidadãos. Estatais? Agências reguladoras? Esquece. Quanto maior a burocracia do governo, maior o risco de corrupção e menor a margem de concorrência. Leia este texto que escrevi e entenda porque devemos privatizar todas as estatais. Você vai se surpreender.

Foi feito um esforço muito grande para que as pessoas enxergassem o capitalismo como a origem da pobreza e de todos o mal do mundo. Podemos dizer que o capitalismo e o liberalismo surgiram junto com a revolução industrial, quando a riqueza saiu das mãos da nobreza proprietária de terras, e passou para os burgueses e a classe média. Antes existiam os ricos (nobreza) e os pobres (plebe). A classe média surgiu dos pobres há dois séculos, e continua sendo assim até hoje. Ou seja, a própria existência da classe média mostra que o capitalismo proporciona a mobilidade de classes sociais. Conclui-se, portanto, que capitalismo gera riqueza, e não pobreza.

A população mundial em 1820 era inferior a bilhão de pessoas. Em 1900 pulou para 1,5 bilhões e hoje, 117 anos depois, beira os 7 bilhões. O que ocorreu nos últimos dois séculos? A criação do capitalismo. Por que a população era pequena antes disso? Porque a falta de alimentos e de riquezas era o método contraceptivo natural da humanidade. Por que subiu de 1 para 7 bilhões em 200 anos? Graças ao aumento da riqueza mundial e ao capitalismo liberal. Não acredite em mim, acredite nos números. O Produto Bruto Mundial, o PIB de todos os países somados, era de aproximadamente 1 bilhão de dólares em 1900. Sabe quanto é hoje? 10 trilhões de dólares.


O gráfico acima mostra o PIB da Rússia a entre 1885 e 2009. O comunismo durou entre 1917 e 1989. Um socialista dirá que houve uma queda vertiginosa no PIB com o fim da União Soviética e do comunismo. Verdade? Pode ser. Houve de fato uma queda brutal no PIB entre 1989 e 1993. Mas repare no pico do PIB russo em 2005. Qual a conclusão que uma pessoa honesta tem? O que a Rússia comunista cresceu entre 1961 e 1989, ou seja, em 28 anos, a Rússia capitalista cresceu em 8, ou seja, entre 1997 e 2005.

O comunismo parece bom? Compare abaixo o gráfico do PIB entre a economia americana e a economia soviética. É o maior capitalista contra o maior socialista. Onde existe mais riqueza?

Para finalizar. O PIB per capita da União Soviética em 1991 era 9.000 dólares. No mesmo ano, o PIB per capita dos Estados Unidos era 24 mil dólares, o PIB per capita do Canadá era 21 mil dólares. O PIB per capita do Brasil em 1991, ano do Plano Collor e confisco da poupança, era de 6.7 mil dólares. Reparem que o país comunista mais poderoso do mundo tinha, em 1991, um PIB per capita pouco superior ao PIB per capita brasileiro, um país de terceiro mundo sub-desenvolvido que ainda acredita que um ter um político semi-analfabeto é sinal de evolução política.

Fica agora a pergunta: o capitalismo é mesmo tão ruim? O comunismo e o socialismo são mesmos tão bons? As únicas pessoas que defendem o socialismo são políticos, sindicalistas e burocratas, que são categorias que sobrevivem do dinheiro público gerado por você, trabalhador, e que tem fonte de renda garantida por nós. Andaram mentindo para você, e é assim que você deve reagir quando alguem de esquerda tentar te vender as glórias do socialismo e as maldades do capitalismo:

PS: Leia este artigo. Você vai encontrar muitos dados que usei para escrever este texto.

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O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

2 COMENTÁRIOS

  1. Ahaa cara pálida!… desculpa a brincadeira, mas é que entrei no clima. Todas as democracias da Europa ocidental são socialistas, dentro de um sistema de governo regido pelo parlamentarismo. A renda gerada nestes países não é usurpada como acontece no Brasil. Ninguém pode falar de sistemas de governo ignorando o bem-estar social. A concentração da riqueza no Brasil é algo que desautoriza qualquer comentário a favor do capitalismo predador que se pratica aqui. Portanto, quando os senhores concluem dizendo que “as únicas pessoas que defendem o socialismo são os políticos, os sindicalistas e burocratas”, eu posso deduzir que o Brasil é um país LIBERTINO-CAPITALISTA e ANTIDEMOCRÁTICO, tendo em vista que os nossos políticos fazem do Congresso um covil, a classe média (burocratas) é a que tem bons salários com empregos garantidos nas estatais e somente os sindicalistas chiam à meia boca, porque também são comprados pelo capital. Aqui tudo é comprado, inclusive a dignidade. O único país onde a democracia funciona são os Estados Unidos pela qualidade de seus cidadãos. Eu poderia estender minha palestra, mas finaliza pedindo que os senhores refaçam a presente matéria comparando Os países democratas hoje concentrados na América latina e EUA, com os países democráticos social parlamentaristas que acontece em quase todo o resto mundo. Sem esquecer de incluir o pendor da China comunista. (OBS: não tenho partido, não voto e jamais votaria nessa esculhambação que é o voto (democrático OBRIGATÓRIO com voto na legenda) que é o sistema apoiado e aprovado pelo nosso corrompido TSE. Muito me aprazaria se os senhores estimassem os gastos desse Tribunal, com milhares de juízes ociosos e suas mordomias, e nos dissessem se o ato de votar precisa de tanta fanfarronice, com dezenas de milhares de urnas eletrônicas e o voto que caminha célere para ser feito por DNAmetria. Espero não tê-los ofendido.

  2. De toda sorte e em complemento, entendo que os senhores analisam o Brasil como um país socialista sem capital, pelo tanto que favorece aos mais pobres e promove o bem-estar da elite e classe médias burocráticas. Deste ponto de vista, o que salta aos olhos é a péssima distribuição da renda que coloca o país como o mais concentrador. As cestas-básicas e os vales disto, daquilo e daquil’outro para 1/4 da população miserável…Não seria esta a maneira de encobrir desta mesma população os benefícios todos, cedidos aos políticos e magistrados, como apartamentos funcionais, e todos os Vales e mordomias incluindo impunidade, proventos equivalentes a 100 salários mínimos etc, etc. etc… Eu não chamaria isto de socialismo; melhor seria cinismo, de toda uma sociedade que não reage a isto em função de uma mídia paga para pregar o antissocialismo, mediocrizar a cultura e promover o analfabetismo com diploma, adestrados para alardear as vantagens dos direitos democráticos, que podem ser comprados pelos bem nascidos. A Austrália consegue metade do PIB brasileiro (U$ 1,5 trilhão) com 12 milhões da população economicamente ativa. O Brasil consegue o dobro mas com 100 milhões de PEA, e talvez por isto, baixíssima produtividade per capta, que abastece boa parte do mundo com commodities e um quarto de sua população sofre o flagelo da fome. (acho que me excedi, desculpem-me)

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