Agronegócio em alta garante superávit no começo de agosto

0
60

Segundo os últimos dados disponíveis, a primeira semana de agosto garantiu um pequeno fôlego às contas da economia brasileira. Somente na primeira semana deste mês, nossos empresários exportaram US$ 3,91 bilhões, uma grana que entra no Brasil pois empresas estrangeiras estão comprando aqui, e importaram US$ 3,18 bilhões, uma grana que sai pois estamos comprando produtos em outros países. Ou seja, houve um saldo positivo de 726 milhões de dólares que entraram em nossa economia.

O resultado da primeira semana de agosto soma-se a uma ao superávit na balança comercial (entenda o que é isso aqui) registrados ao longo do ano. Para terem uma ideia, até o final da semana passada o saldo acumulado no ano foi de US$ 5,33 bilhões de dólares, uma boa evolução contra os 783 milhões no vermelho nos primeiros sete meses do ano passado.

Mas de onde veio esse dinheiro, se quase toda economia brasileira está desacelerando gradualmente? Esse pequeno mas extremamente bem vindo superávit foi fruto do agronegócio e de commodities, que são basicamente produtos brutos, que não foram modificados pela indústria, como carne, soja ou petróleo.

Conforme previsto, a produção industrial do Brasil deve ter uma nova queda em julho. Os números ainda não foram fechados, mas o prognóstico não é bom. Embora a produção de veículos tenha crescido 10% em julho, mas se compararmos os 12 meses até julho, houve um encolhimento entre 2015 e 2014. Outro fator interessante, mas que poucas pessoas se atentam, é que o fluxo de veículos em estradas com pedágio caiu 1% em julho. Isso bate com a notícia já veiculada anteriormente aqui no Econoleigo, que em busca de economia as empresas estão preferindo utilizar as ferrovias, mesmo elas sendo mais lentas, devido ao custo muito mais baixo no frete.

Se nem mesmo o governo tenta fingir que a economia está reagindo, fica fácil acreditar nas previsões de uma série de consultorias financeiras, que estimam um encolhimento na produção industrial em julho na faixa de 0,5% a 0,9% em julho.

Sendo assim, com a industria brasileira tirando o pé do freio, o Brasil está comercializando em maior volume os itens vindos dos setores primários como produtos agropecuários, minerais ou combustíveis e que não precisam ser processados industrialmente. Do ponto de vista do agronegócio, o trabalho forte desenvolvido pela Kátia Abreu à frente do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento em busca da derrubada de sanções à carne e produtos derivados do leite produzidos no Brasil. A retomada na exportação para a Russia, Estados Unidos, China e Japão foi decisiva para a entrada de dólares tão necessárias para segurar o câmbio e as reservas econômicas do governo.

Resumindo: Se por um lado a industria brasileira esta desaquecendo, o agronegócio está em ascenção e continua trazendo dólares e mantendo empregos no campo e nas areas rurais, o que ajuda a manter parte de nossa economia girando, e é assim que você deve se sentir ao ler isso:

mm

O Econoleigo é um site sem “economês”, para aqueles que não conhecem essa língua. É por mim, Rodrigo Teixeira, alguém até então pouco interessado em números, mas agora fascinado em transformar economia em algo que até eu mesmo consiga compreender.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here