Ações da Petrobras derretem na bolsa de valores

0
279
Ações da Petrobras atingem menor cotação da história

Investir na Bolsa de Valores é um negócio arriscado e estressante, reservado somente aos fortes de espírito e de coração. Existem diversas formas de ganhar dinheiro, seja apostando em ações de ganho rápido ou de longo prazo, mas a lógica por trás de todas as metodologias é a mesma: comprar e torcer para o preço da ação subir.

Desacostumados ao mercado de ações, os brasileiros de comportamento conservador que decidiram se aventurar na Bovespa seguiram a seguinte lógica: comprar ações de empresas que nunca vão quebrar, garantindo assim um ganho demorado, mas certeiro. As vítimas desses investimentos foram as estatais, ou ex-estatais, Petrobras, Banco do Brasil e Vale (antiga Vale do Rio Doce).

Comprar papéis de companhias públicas pode ser bom, pois há essa garantia inerente de que as ações não virarão pó com uma possível falência, mas também amarram o investidor a uma diretoria corporativa que segue a visão dos políticos, e não do mercado, o que acaba invariavelmente conduzindo a companhia hora ou outra ao buraco.

As ações preferenciais, que são aquelas que garantem prioridade na distribuição de dividendos e no reembolso ao capital, serão utilizadas como padrão para exemplificar o atoleiro em que a Petrobras se enfiou.

Em 2003, no primeiro ano do mandato do Presidente Lula, as ações valiam R$ 8,33. A valorização da economia brasileira obtida pelo ex-presidente levou o preço de uma ação preferencial da Petrobras a impressionantes R$ 46,87. Graças à crise, o escândalo de 20 bilhões de reais em corrupção envolvendo a Petrobras e péssima administração, uma ação preferencial da estatal vale míseros R$ 4,95, o menor preço da história.

Seguindo essa linha do tempo, quem comprou uma ação a R$ 8,33 em 2003 e vendeu em 2008, lucrou impressionantes R$ 38,54, ou 400% de lucro. Se essa mesma pessoa comprou em 2003 deixou para vender hoje, ela perdeu R$ 3,38, um prejuízo de 40%. Agora, se este brasileiro comprou suas ações no pico, quando elas atingiram o maior valor, ele perdeu 89% do seu dinheiro.

O exemplo da Petrobras ensina duas coisas muito importantes a quem pretende lidar com a Bolsa de Valores:

  1. O investidor deve manter um olho no peixe, e outro no gato. Ou seja, é importante ficar atento ao noticiário especializado, que invariavelmente dá notícias que indicam que o valor da empresa vai cair. No caso da Petrobras, temos os exemplos de Pasadena, escândalo de corrupção e também fatores externos, como o preço internacional do Barril de Óleo.
  2. Tudo que sobe, pode descer. Ou seja, comprar ações “garantidas” pode render muito no longo prazo, mas há sempre as exceções, e todo milagre que é muito bom, quase sempre é rojão molhado, como o caso das X do Eike, que levaram pro brejo as economias de muita gente.

As ações da Petrobras alcançaram hoje R$ 4,95, uma pechincha. Antes considerada empresa sólida, agora a estatal é avaliada pelos investidores como um papel de risco. É absurdo pensar que em algum tempo esses papéis podem chegar a R$ 10, dobrando assim o capital investido? Não, muito pelo contrário, pois os papéis tendem a subir.  Por que é que a Petrobras é um risco? Ao contrário de uma empresa que vai mal e recebe aporte para voltar a crescer, é impossível em uma companhia pública trocar as pessoas que a dirigem. Em uma analogia simples, você pode encher o tanque e trocar o pneu, mas se o motorista do ônibus é ruim de volante, o veículo irá invariavelmente bater no poste.

Resumindo: Se você foi um dos milhares de brasileiros que investiram grana na Petrobras em 2008 e não vendeu até hoje, é assim que você deve se sentir:

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here